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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Estado de saúde de ex-PR angolano divide família e Presidência

Estado de saúde de ex-PR angolano divide família e Presidência




O estado de saúde de José Eduardo dos Santos gerou esta terça-feira polémica entre a família que se queixa de "abusos" e ingerência externa e a Presidência angolana, que remeteu informações sobre o ex-presidente apenas para um médico.


Numa nota divulgada pela Presidência angolana e assinada pelo ex-Presidente, José Eduardo dos Santos alega que João Afonso é o seu médico pessoal, que o acompanha há 16 anos, em quem tem "a máxima confiança", e é "a única entidade autorizada a falar" sobre o seu estado de saúde.

Esta posição surge depois de uma das filhas, a ex-deputada Welwitschia "Tchizé" dos Santos, ter denunciado "abusos" e "condicionamento da liberdade" em relação ao seu pai, que reside em Barcelona desde 2019, admitindo que a família lida com "um caso de polícia", que pode motivar uma queixa às autoridades espanholas.

"Nós, os filhos de José Eduardo dos Santos (...) os que, de facto, estamos a querer zelar pela segurança do nosso pai, pela integridade física e jurídica do nosso pai, estamos a sentir-nos impotentes e só vamos ter uma alternativa que é chamar as autoridades espanholas a intervir porque isto é um caso de polícia. A outra alternativa é levar ao conhecimento de todos os angolanos o que está a acontecer", disse em declarações enviadas à Lusa.

"Tchizé" dos Santos tinha questionado anteriormente a intervenção do médico angolano, já que este teria dito aos médicos espanhóis que estavam a dar assistência ao ex-presidente "para anularem as consultas e para não aparecerem".

Na nota divulgada pela Presidência, datada de hoje, José Eduardo dos Santos refere que João Afonso "continuará a ser o médico coordenador da equipa multidisciplinar" que garante a sua "assistência médica em Barcelona", conclui o documento.

Na última semana, vários meios de comunicação social angolanos têm noticiado um agravamento do estado de saúde do antigo chefe de Estado, o que estará na origem de divergências entre alguns dos seus familiares e o regime angolano.

Tal como a irmã, a empresária Isabel dos Santos, que enfrenta vários processos judiciais, em Angola e no estrangeiro, "Tchizé" dos Santos vive fora de Angola desde que o pai abandonou o poder, sendo substituído na Presidência por João Lourenço, em 2017, afirmando ser vítima de perseguição.

"Tchizé" dos Santos, que perdeu o mandato de deputada do MPLA, o partido que governa Angola há 46 anos, em Outubro de 2019, queixou-se de ameaças e acusa João Lourenço de travar "uma campanha de perseguição" contra si.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

OMS diz que ‘aposta mais segura’ é renunciar às festas de Natal e Ano Novo

OMS diz que ‘aposta mais segura’ é renunciar às festas de Natal e Ano Novo



A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira, 23, que a “aposta mais segura” para algumas famílias será não realizar reuniões familiares neste Natal para impedir a disseminação do coronavírus. Festas de Ano Novo, com aglomeração, também não são recomendadas.

Na semana passada, o Brasil chegou a mais de 6 milhões de casos de infecção por coronavírus e países da Europa vivem uma segunda onda. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a OMS saudou os esforços da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca “para tornar a vacina acessível e fácil de armazenar”.
Em uma reunião virtual em Genebra, a líder técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, para a covid-19 disse que “em algumas situações, a difícil decisão de não ter uma reunião familiar é a aposta mais segura”. Mais cedo, a cientista-chefe da organização Soumya Swaminathan afirmou que as notícias sobre os resultados da vacina para covid-19 da Universidade de Oxford e do laboratório britânico AstraZeneca são “encorajadoras e esperamos ver os dados, como fazemos com outros resultados promissores das últimas semanas”.


A AstraZeneca informou nesta segunda-feira que sua vacina para covid-19 pode ser cerca de 90% eficaz, dando à luta mundial contra a pandemia global uma nova arma, mais barata de produzir, mais fácil de distribuir e mais rápida de expandir do que suas rivais.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O Dia do Doente, Dicas para melhorar a relação entre cuidadores e doentes.

O Dia do Doente, Dicas para melhorar a relação entre cuidadores e doentes.


Celebra-se neste dia o Dia Mundial do Doente, foi instituído a 11 de Fevereiro de 1992 pelo Papa João Paulo II e é celebrado com o intuito de apelar a humanidade para que seja promovido um serviço de maior atenção à pessoa doente.

 O portal Enakela, escolheu começar o ano de 2019 na coluna da saúde falando-vos sobre o doente e a relação com o mesmo, porque “A doença já penaliza suficientemente a pessoa, pelo que não devem ser o profissionais de saúde ou os familiares a aumentarem o seu sofrimento” então citaremos algumas estratégias simples e eficazes que podem melhorar o processo de comunicação entre cuidadores e pacientes.

A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana e suscita interrogativos que nos atingem em profundidade. Por vezes, o primeiro momento pode ser de rebelião: Porquê eu? Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido...

Usualmente as pessoas doentes permanecem por longos períodos de tempo na etapa de pré-contemplação atrasando assim a demanda de assistência, a qual costuma chegar sem a aceitação da doença pelo próprio doente e isso dificulta a recuperação; aí é que entra o trabalho dos grupos de ajuda mútua( familiares, amigos e todo ser que habita numa sociedade) revelando assim a sua empatia e claramente a implicação dos profissionais da saúde são fundamentais para sua recuperação.

Nestas situações, Para uma eficaz comunicação é essencial criar um ambiente positivo para a interacção com o doente, sendo importante tratá-lo de forma amável e, acima de tudo, com respeito. Muitas vezes a atitude e a linguagem corporal são mais importantes que as próprias palavras; podendo então utilizar por exemplo, expressões faciais e contacto físico, para auxiliar a transmissão da sua mensagem e a demonstrar os seus sentimentos e afectos.

Para proporcionar ajuda, há que encontrar formas de apaziguar o sofrimento da pessoa doente, trazendo algum prazer aos seus dias, como:

   1.      Pergunte o que pode fazer para ajudar;
   2.      Explore outro assuntos q não seja sobre a doença(desporto, política…);
   3.      Escute, fale menos e ouça mais;
   4.      Mantenha contacto permanente;
   5.      Convide o doente para um passeio;
   6.      Proporcione conforto e expresse seus sentimentos…);
   7.      Ofereça simpatia e empatia;
   8.      Minimize o esforço do doente;
   9.      Dê um presente
   
    Fonte: Prescila Nícia


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Lepra deixa mais de 500 crianças com deformidade na mão

Lepra deixa mais de 500 crianças com deformidade na mão




Estima-se que actualmente o rácio da doença seja de 20 casos por 1000 habitantes. Uma das organizações de combate à enfermidade defende maior interacção entre o Governo e os parceiros sociais que actuam nesse sector.

“Por ser um sinal caracterizado por uma mancha que não dá sintomas de comichão nem ardor, geralmente as pessoas não dão muita importância, pelo que se vai alastrando”, frisou, acrescentando que em fase avançada pode levar à perda dos dedos. Com o objectivo de “fazer frente” à doença, o responsável afirmou que foi elaborado um programa, no qual, duas vezes por semana um grupo de 10 profissionais do sector da Saúde, (incluindo uma dermatologista) deslocam-se ao Dispensário de Luanda e à Leprosaria da Funda para fazerem consultas e e dar medicamentos à população. A par disso, realçou que também é feito um trabalho para o combate ao preconceito de que os pacientes têm sido vítimas. “ A nossa meta é erradicar a doença, atingir o rácio de um caso por um milhão de habitantes”, esclareceu.

Doença de perna de elefante regista aumento de casos

Por outro lado, Inácio Pedro afirmou que a ARPA tem prestado também atenção aos casos das doenças negligenciadas, com enfase à filaríase linfática (também conhecida como perna de elefante). Segundo o registo da organização, em 2018, as províncias de Luanda, Huíla, Uíge e Benguela foram as que mais casos registaram, designadamente, com 97, 12, cinco e quatro, respectivamente. Anteriormente, o país não era considerado uma zona endémica, em termos de doenças negligenciadas. Entretanto, a multiplicação de casos levou o Ministério da Saúde e os seus parceiros, nomeadamente a Organização Mundial da Saúde, a desenvolver um estudo que ainda não está concluído para se determinar o rácio da doença em relação ao número de habitantes do país. A par disso, esclareceu que em 2017 a ARPAL realizou uma pesquisa, na qual chegou à conclusão de que inicialmente o rácio era de três casos de Filaríase linfática por 10 mil habitantes. Ao passo que actualmente estima-se que seja de 20 casos por 1000 habitantes.

Em benefício do Estado, sem apoio do Estado

Inácio Pedro afirma que a ARPAL trabalha há cerca de 15 anos em prol do bem-estar da população angolana, tem passado por dias difíceis para a execução dos seus programas, uma vez que deixaram de receber o financiamento da embaixada da Suíça. Dinheiro esse que servia, sobretudo, para as deslocações às províncias, onde eram realizadas acções formativas para agentes comunitários, bem como eram preparadas palestras. eram distribuídos folhetos informativos em locais público, como escolas, com o objectivo de se combater a discriminação contra as pessoas que sofrem com filaríase linfática e não só. Do governo angolano, dizem não terem recebido qualquer apoio financeiro, além duma sala onde realizam as consultas no dispensário. Salientando que nem apoio do Ministério da Saúde recebem.

“O trabalho deveria ser realizado em parceria com o governo para a obtenção de melhores resultados, não só no tratamento da doenças mas também no combate ao estigma”, sublinhou. Apesar disso, afirma que a organização não “cruzou os braços” e continua a desenvolver os seus projectos. Muitas das vezes, quando se deslocam às províncias, os técnicos dormem nas tendas para que a população seja atendida. A filaríase é uma doença parasitária, considerada como doença tropical infecciosa, causada por nematóides filariais. Conhecida entre os angolanos como “perna de elefante”, caracteriza-se pelo inchaço e engrossamento da pele e tecidos subjacentes, que foi a primeira, entre as enfermidades infecciosas transmitidas por insectos, a ser descoberta.
Desnutrição causa mais de 100 mortes no Bié

Desnutrição causa mais de 100 mortes no Bié




Um total de 167 crianças morreu, no ano findo, por desnutrição severa na província do Bié, informou hoje, ao Jornal de Angola, a chefe do Centro de Desnutrição do Hospital Províncial, Dulce Cufa.

"Em comparação ao ano de 2017, em 2018 tivemos uma redução de 28 mortes de crianças por má nutrição, e desde o começo do ano já registamos três óbitos de crianças,"disse a responsável, revelando que desde o ano passado, o sector que dirige atendeu 10 mil e 32 pacientes.
Dulce Cufa, nutricionista de profissão, frisou que o centro está a receber um número de crianças desnutridas superior a capacidade de internamento que é de 45 camas.

Jornal de Angola 

domingo, 13 de janeiro de 2019

Bebé nasce com feto de irmão gémeo de 1 quilo no estômago

Bebé nasce com feto de irmão gémeo de 1 quilo no estômago

Bebé nasceu com o estômago dilatado, mas foi-lhe dada alta. Acabaria por ser novamente internada, para ser operada para lhe retirarem o feto do estômago. Condição rara chama-se fetus in fetus.
Uma bebé indiana, que nasceu com um feto no interior do estômago, foi submetida a uma operação de urgência na passada segunda-feira para retirar os restos mortais do seu irmão gémeo de dentro de si. A criança, cuja identidade não foi revelada, nasceu com uma distensão abdominal, mas, apesar disso, acabou por lhe ser dada alta e a bebé foi enviada para casa com a sua mãe.

No entanto, depois de vários dias a ver a sua filha queixar-se do que lhe pareciam ser dores de estômago, e até porque sentia ali uma zona mais dura, a mãe voltou ao hospital. Foi então que detetaram que a bebé recém-nascida carregava dentro de si um feto que pesava já um quilo. 


A intervenção cirúrgica, que durou hora e meia, foi bem sucedida, avançou o New York Post. O feto retirado já tinha mãos e pés desenvolvidos, assim como o estômago, parte da coluna e do tórax também estariam já desenvolvidos.
Não é a primeira vez que um caso destes acontece e o fenómeno é conhecido como fetus in fetus, ou feto parasita, tendo uma probabilidade de ocorrência de 1 em cada 500 mil nascimentos. Em 2007, aconteceu um caso semelhante, também num bebé indiano: foi encontrado um feto de 7 centímetros atrás do estômago da criança, que já tinha cérebro, pernas e braços.
Fonte: Observador

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Enfermeiros adiam decisão de greve depois de pedido de moratória do Ministério da Saúde

Enfermeiros adiam decisão de greve depois de pedido de moratória do Ministério da Saúde



Os enfermeiros aceitaram o pedido de moratória do Ministério da Saúde e recuaram na decisão de avançar para uma greve nacional na segunda-feira, 17.

Os profissionais de enfermagem, que ameaçavam avançar para uma greve geral nacional a partir da próxima segunda-feira, 17, decidiram aceitar o pedido de moratória, com prazo de 10 de Janeiro, apresentado esta sexta-feira pelo ministério de Silvia Lutucuta durante o encontro que manteve com os sindicatos do sector.

A decisão foi avançada ao NJOline pelo Secretário-geral do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda, Afonso Quileba.

De recordar que a ameaça de greve dos profissionais de enfermagem pairou na manhã desta sexta-feira, caso não houvesse consenso no encontro marcado para a tarde do mesmo dia entre a entidade empregadora e os sindicatos.

Em causa estão os vários pontos apresentados no novo caderno de reivindicações, como a revisão da estrutura da carreira de enfermagem, de forma a completar os escalões de diuturnidade das categorias previstas na proposta da comissão técnica da carreira, a regulamentação do sistema de avaliação de desempenho profissional, a regulamentação dos cargos de chefia de enfermagem, e a reposição dos salários de trabalhadores da saúde, incluindo os enfermeiros, desactivados das folhas de pagamentos.
Fonte:O país

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Cerca de 40 milhões sem acesso à insulina

Cerca de 40 milhões sem acesso à insulina




Cerca de 40 milhões de pessoas com diabetes tipo 2 podem ficar sem acesso à insulina em 2030, alerta um estudo publicado recentemente na publicação Lancet: Diabetes and Endocrinology e divulgado pela revista VEJA.
O motivo para a possível escassez é o crescimento mundial da doença, causado pela crescente epidemia de obesidade. Actualmente o número de diabéticos tipo 2 é de 405,6 milhões de pessoas – dos quais 33 milhões já não têm acesso ao medicamento – e estima-se que na próxima década o número deva subir para 510,8 milhões.

O problema da insuficiência de insulina afecta sobretudo os países em vias de desenvolvimento. De acordo com os especialistas, a dificuldade global do acesso ao produto só não é maior porque muitos pacientes diagnosticados com o tipo 2 não necessitam da insulina, que é essencial para a sobrevivência de quem tem o tipo 1.

“O acesso é definido através da disponibilidade e acessibilidade. Além dos preços, também é necessário considerar a distribuição segura de um medicamento que necessita de refrigeração e acessórios como agulhas e seringas”, explicou Sanjay Basu, principal autor do estudo, à estação televisiva britânica BBC.

O investigador ressaltou que 99 por cento do mercado global de insulina é controlado por três multinacionais – Novo Nordisk, Eli Lilly and Company e Sanofi –, uma das razões pelas quais o valor da medicação permanece elevado.

A insulina ajuda a reduzir o risco de possíveis complicações associadas à diabetes como, a cegueira, amputações, insuficiência renal e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Jornal de Angola

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Adesão “muito alta” à greve dos médicos angolanos

Adesão “muito alta” à greve dos médicos angolanos

Médicos angolanos iniciaram esta segunda-feira uma greve de três dias, para exigir melhorias salariais e nas condições de trabalho, com um nível de adesão "muito alto".


Médicos angolanos iniciaram esta segunda-feira uma greve de três dias, para exigir melhorias salariais e nas condições de trabalho, com um nível de adesão “muito alto”, disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Médicos, Adriano Manuel.
Segundo o responsável sindical, a adesão ao primeiro dia de greve “ultrapassou as expectativas”.
Adriano Manuel relatou uma situação de “intimidação” na província do Huambo, onde “a polícia rasgou os panfletos”, e também por parte do Governo provincial, disse.
“Excetuando esta região, não ouvimos mais queixas de outras partes”, disse o presidente do sindicato.
O dirigente sindical adiantou que em Luanda, capital do país, a “adesão é total”.
Adriano Manuel disse que o sindicato continua aberto ao diálogo com a entidade patronal, que apenas 19 horas antes do início das negociações apresentou a sua contraproposta ao caderno reivindicativo, entregue em agosto.
“Alguns elementos que fazem parte da comissão negociadora só tomaram conhecimento da resposta ao caderno na porta do Ministério”, disse, sublinhando que a análise às respostas às suas reivindicações carece da avaliação de outros especialistas, nomeadamente economistas e juristas.
Nesse sentido, a comissão negociadora do sindicato optou pela interrupção do encontro, para ser retomado esta segunda-feira, aguardando neste momento que o Ministério da Saúde se pronuncie.
Num comunicado divulgado à imprensa, o Ministério da Saúde manifestou total disponibilidade para negociar, recordando que foi criada uma comissão coordenada pelo secretário de Estado para a área hospitalar, que conversou com o Sindicato dos Médicos no passado dia 14.
“[A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta] demora quase quatro meses para responder a um caderno reivindicativo, manda-nos a resposta 19 horas antes, e quer que nós respondamos na hora”, criticou Adriano Manuel.
O presidente do Sindicato Nacional de Médicos de Angola disse ainda que a contraproposta apresentada “não responde absolutamente nada” às exigências apresentadas, justificando assim a decisão de manter a greve.
“É tudo com evasivas, demonstrando uma certa arrogância, e nós não permitimos que isso aconteça”, referiu.
Para Adriano Manuel, a ministra “não tinha intenções de negociar”, mas esta foi “uma tentativa de cancelar a greve”.
O Ministério da Saúde refere que ficou agendado um outro encontro, a pedido dos sindicalistas, para esta semana, com vista a consultas técnicas.
“Perante estes esforços e, estando em curso o processo negocial”, o Ministério “entende não haver as razões objetivas para o início da greve” e apela ao “bom-senso” dos médicos, lê-se na mesma nota da tutela.
Fonte: Observador 
MÉDICOS ANGOLANOS EM GREVE

MÉDICOS ANGOLANOS EM GREVE




O país regista, hoje, a primeira paralisação dos médicos angolanos, desencadeada pelo Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, uma organização criada há menos de um ano com o objectivo primário da defesa dos direitos dos médicos. A greve, marcada para os dias 19, 20 e 21, será em simultâneo em todo o território nacional.

O secretário-geral do sindicato, Pedro da Rosa, disse que em todos os hospitais terão um representante do sindicato para os devidos esclarecimento, para além de garantirem que os direitos dos filiados não sejam desrespeitados. “Todos os médicos cruzam os braços a partir de hoje. A paralisação das actividades médicas e cirúrgicas vão ser observadas em todas as unidades sanitárias pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde.

Ficam salvaguardados apenas o atendimento médico e cirúrgico nos serviços de Urgência”, garantiu. Esta única excepção nos bancos de urgência, segundo o sindicalista, é para os utentes definidos como vermelhos, laranjas e amarelos, na triagem de Manchester. A excepção também será dada aos pacientes internados nas Unidades de Tratamentos Intensivos (UTI).

Os médicos estarão no pátio de cada unidade hospitalar a reivindicar melhores condições de trabalho, de forma ordeira e devidamente identificados. Os serviços de atendimento médico, de consulta externas, internamento, cirurgias electivas e emissão de documentos estarão indisponíveis nestes três dias de greve.

“Entregámos o Caderno Reivindicativo, a 6 de Agosto, à entidade empregadora e até 3 de Novembro do corrente não obtivemos nenhuma resposta. Depois do segundo fórum de auscultação dos filiados, como manda a Lei da Greve, decidiu-se a entrar em acção. O MINSA respondeu em cima da hora, uma vez que já tínhamos agendado a greve. Ainda assim, evidentemente, estaremos abertos para o diálogo”, reforçou.

O sindicalista acrescentou que a resposta da entidade empregadora, para a continuidade da discussão do caderno reivindicativo, não lhes deu a oportunidade para uma avaliação exaustiva da proposta, pois algumas delas carecem de pareceres técnicos (juristas e economistas), por este facto, o SINMEA solicitou 72 horas. O sindicato solicitou um novo agendamento, que poderá acontecer depois da greve.

Tratar os médicos com humanidade


Por seu turno, Adriano Manuel, presidente do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, disse ao programa ‘Angola Fala Só’, da TV Zimbo, que entre as reivindicações consta a integração dos 3.500 médicos que se encontram no desemprego, pois não se justifica, num país que se precisa 29 mil médicos, existirem estes profissionais no desemprego.

O fornecimento de material de trabalho (seringas, luvas,
medicamentos, entre outros) e os subsídios para os médicos que trabalham em zonas remotas que, alguns dos quais vivem em casas sem luz e sem água, também é reivindicado. Para o presidente do Sindicato Nacional dos Médicos, “não se pode exigir tratamento humanizado quando o médico é tratado de forma desumana”. Para ele, a prioridade na Saúde deve ser dada aos cuidados primários e de prevenção.

“Em Angola temos um sistema de Saúde primário muito debilitado”, assegurou Adriano Manuel, advertindo que “enquanto o Executivo não investir na saúde primária e muito dinheiro na saúde curativa, vamos ter dificuldades em melhorar a situação d o sector Saúde actual”. As doenças infecciosas como tétano e pólio continuam a existir por falta de prevenção, segundo o sindicalista.

Interrogado sobre a crescente existência de hospitais privados, Adriano Manuel disse que a resposta passa pela melhoria das condições de trabalho nos hospitais púbicos. “Existem clínicas privadas que foram construídas com dinheiro do povo, com meios do erário público para servirem uma determinada elite”, acusa o médico.

OPAIS, por Romão Brandão

domingo, 18 de novembro de 2018

Doentes angolanos a receber tratamento em Lisboa queixam-se das condições das pensões

Doentes angolanos a receber tratamento em Lisboa queixam-se das condições das pensões

Cerca de 200 doentes angolanos estão em Portugal para receber tratamento médico que não está disponível em Angola, mas queixam-se das faltas de condições nas pensões onde estão.



Cerca de 200 doentes angolanos estão em Portugal para receber tratamento médico que não está disponível em Angola, mas queixam-se das faltas de condições nas pensões em que estão alojados, a cargo do Estado angolano.
Em declarações à agência Lusa, em Lisboa, Gabriel Tchimuco, presidente da Associação de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal (ADAP), explicou que as pensões que acolhem estes doentes “nunca foram restauradas, recuperadas e apetrechadas”, preocupações que gostariam de fazer chegar ao chefe de Estado angolano, João Lourenço, que entre 22 e 24 de novembro realiza uma visita oficial a Portugal.
“As camas de há 15 anos, continuam a ser as camas de hoje, os colchões de há 15 anos, continuam a ser os colchões de hoje. A alimentação dos doentes é paupérrima”, lamentou.
Para Gabriel Tchimuco, o setor de Saúde é o “principal culpado” do estado atual: “O que se está a passar, é que o setor de Saúde não paga ao proprietário das pensões, há quase três anos”.
“Não se fazem omeletes sem ovos”, salientou Tchimuco, referindo-se ao facto de o setor de Saúde da Embaixada de Angola não pagar aos proprietários das pensões, que por sua vez, não conseguem garantir “uma boa alimentação aos doentes”.
“Estamos a falar de um almoço pobre e de um jantar que se reduz a uma simples sopa”, acrescentou.
O presidente de direção da Junta Nacional de Saúde de Angola, Augusto Lourenço, admitiu em julho último, em Luanda, que o Estado angolano deve mais de cinco milhões de euros ao setor de Saúde de Portugal, de despesas com pacientes abrangidos pela Junta Médica.
O responsável sublinhou que as referidas dívidas “resultam da acumulação de vários anos de atividade”, com pacientes enviados para tratamento nos hospitais portugueses, e que apesar da situação de crise económica e financeira que o país enfrenta, o Estado angolano “tem procurado amortizar”.
Em Portugal, existem duas pensões que albergam entre 150 a 170 doentes angolanos. Os restantes estão em residências.
Os doentes que optam por arrendar uma casa recebem um subsídio no valor de 150 euros, montante que segundo Gabriel Tchimuco há necessidade de atualizar, face ao valor do mercado de arrendamento imobiliário em Lisboa.
O presidente da ADAP, associação que é hoje formalizada publicamente em Lisboa, mostrou-se preocupado com a questão do alojamento, afirmando que as pensões “começam a ser pequenas”, face ao número de doentes.
“Precisamos de um espaço maior, porque somos muitos e os doentes precisam de privacidade, por questões de infeções, não usar as mesmas casas de banho, e também dar mais dignidade à própria pessoa”, indicou.
Gabriel Tchimuco recorda que os doentes quando saem de Angola “beneficiam de uma credencial de Junta que passa por um processo de inspeção”, onde “uma comissão médica avalia o doente e em função da gravidade”.
“Se for uma patologia que não se consegue dar procedimento a nível local, neste caso em Angola, o doente beneficia de uma credencial de Junta, vem para Lisboa, e é recebido pelo setor de Saúde da Embaixada de Angola em Portugal”, explicou.
O Presidente da ADAP acrescentou que as patologias mais comuns são insuficiência renal crónica e problemas de coração, adiantando que haverá mais de 30 doentes angolanos transplantados em Portugal.
Também Gabriel Tchimuco, que sofre de insuficiência renal crónica, veio para Portugal em 2013, para receber tratamento hospitalar que não está disponível em Angola.
Desde os 35 anos que o presidente da ADAP fazia hemodiálise e “felizmente” conseguiu um transplante, em 2016.
Por ter passado pelas mesmas dificuldades, Gabriel Tchimuco, hoje com 50 anos, criou a Associação de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal, uma tentativa de “debelar a maior parte dos problemas” que aparecem.
“O nosso objetivo principal é a salvaguarda dos direitos e da dignidade humana dos doentes angolanos que vêm para Portugal”, sublinhou.
“Podemos poupar vidas com maior e melhor atenção do setor de Saúde. Os doentes precisam de ser acompanhados, precisam de ter uma assistência social mais condigna e mais participação no setor de Saúde”, concluiu Gabriel Tchimuco.
Fonte: Agência Lusa

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

SUSPENSA EQUIPA MÉDICA QUE CONTAMINOU VIH A CRIANÇA DE SETE ANOS

SUSPENSA EQUIPA MÉDICA QUE CONTAMINOU VIH A CRIANÇA DE SETE ANOS



O secretário de Estado da Saúde fez saber que a comissão de inquérito que está a trabalhar no processo, em sintonia com a família da vítima, já submeteu o caso às autoridades judiciais, de forma a responsabilizar os culpados pela transfusão de sangue contaminado com VI H a uma menor de sete anos de idade.


Está suspensa a equipa médica que no dia 17 de Outubro efectuou a transfusão de sangue contaminado com VIH à criança de sete anos no Hospital Josina Machel, segundo informações do secretário de Estado para a área da Saúde, Leonardo Inocêncio. Segundo o responsável, a comissão de inquérito que está a trabalhar no processo, em sintonia com a família da vítima, já submeteu o caso às autoridades judiciais do país, de forma a avaliar o que realmente se passou naquele dia. A menina deu entrada ao hospital Maria Pia no dia 10 de Outubro com dores de dentes e uma inflamação na bochecha.

Posteriormente a exames complementares, concluiu-se que a criança também estava com anemia, o que resultou em baixa hemoglobina. De seguida, o pai, sendo do mesmo grupo sanguíneo, no dia 12 predispõe-se a doar sangue. No entanto, apesar de o progenitor ter feito a doação no dia 12, a transfusão viria a acontecer apenas no dia 17, mas com um outro sangue que já estava havia muitos dias no hospital e infectado com o VIH. Leonardo Inocêncio fez saber que, a serem provadas as culpas, caberá depois aos órgãos de justiça proceder à responsabilização criminal de todos os envolvidos. “A equipa foi suspensa por uma medida cautelar.

Diante deste acto e pela gravidade que representa, a equipa necessariamente tinha que ser suspensa. Neste momento todos os envolvidos no processo são passíveis de serem responsabilizados”, avançou. De acordo com secretário de Estado, nesse momento a criança continua sob cuidados médicos, fazendo terapia de profilaxia pós exposição, de forma a estancar a propagação do vírus no organismo. Conforme explicou, ainda é prematuro avançar com algum dado relativamente à situação, porque os resultados definitivos só serão conhecidos daqui a seis meses.

Leonardo Inocêncio disse ainda que, para além de lamentar o sucedido, o Ministério da Saúde está a prestar todo o apoio à criança e à família, de modo a se ultrapassar da melhor forma esta situação que está a chocar o país. Desde que se detectou o erro, houve, frisou, todo um contacto feito para que a criança fosse tratada no exterior. Porém, a falta de registo (civil) da mãe e da criança inviabilizou o processo de transferência. “Temos informações de que a mãe já conseguiu tratar o Bilhete de Identidade. Estamos a contar com o apoio do Ministério da Justiça e do Serviço de Emigração para que mais rápido a progenitora e a criança tenham o passaporte e assim seguirmos com o tratamento no exterior, caso seja possível”, notou. O governante asseguro ainda que a profilaxia pós-exposição é bastante segura e há evidências e provas mundiais de que é capaz de impedir a propagação do vírus, o VIH, caso a pessoa seja submetida a terapia dentro das 24 horas seguintes, como é o caso da criança. “Neste momento ninguém está em condições de dizer que a criança é seropositiva. Mas há a probabilidade, de mais de 90 por cento, de dar negativo. O tratamento continua”, referiu.

Caso isolado


O secretário de Estado pediu igualmente calma à sociedade, de forma a não agitar o processo que, conforme assegurou, decorre da melhor forma. Segundo atestou, este é um caso isolado ao longo dos 135 anos de existência do hospital Josina Machel e do Instituto Nacional do Sangue, pelo que as pessoas podem continuar a frequentar estas duas unidades públicas sem receio. “Podem continuar a frequentar os nossos hospitais, podem continuar a confiar nos nossos médicos que, com muito sacrifício, trabalham em prol da salvação de vidas. O que aconteceu foi um erro. E para isso está a comissão de inquérito a trabalhar para ver a que nível houve falha dentro do processo”, apontou.

OPAIS

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

FAMÍLIA DE CRIANÇA CONTAMINADA COM VIH NO MARIA PIA DIZ-SE ‘ABANDALHADA

FAMÍLIA DE CRIANÇA CONTAMINADA COM VIH NO MARIA PIA DIZ-SE ‘ABANDALHADA



A menina que foi contaminada com o vírus de imunodeficiência humana (VIH) durante uma transfusão sanguínea no hospital Maria Pia, encontra-se internada na Pediatria David Bernardino com problemas de anemia


Texto de: Domingos Bento

A família da pequena Luana (nome fictício), de sete anos de idade, que foi contaminada com o VIH, vírus causador da SIDA, durante uma transfusão sanguínea, diz sentir-se abandalhada pelo Ministério da Saúde, que, até ao momento, não lhes prestou quaisquer informações relativamente ao futuro da criança.

Em entrevista a OPAÍS, André Katumbela, avô da menor, disse que Luana encontra-se internada na Pediatria David Bernardino com problemas de anemia, mas a família não tem nenhuma informação sobre o seu estado de saúde, que se apresenta preocupante.

Conforme explicou, a criança queixa-se de fortes dores no corpo, tem a barriga inflamada e tem tido sangramento pelo nariz. Diante da situação, André Katumbela disse que a família vem lutando junto do hospital no sentido de receber alguma informação médica sobre o real estado da criança, mas só tem recebido silênciosas reacções.

De acordo com o avô, após se verificar a contaminação, a menina foi submetida ao tratamento com antirretrovirais de formas a bloquear o vírus. E, durante uma reunião com a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, no dia 30 de Outubro, ficou acordado que Luana e a família partiriam para o exterior do país a fim de se dar prosseguimento ao tratamento.

Porém, até ao momento, André Katumbela disse que a família não voltou a ser contactada pelo Ministério da Saúde sobre os procedimentos e dia da viagem. “No início estavam a dizer que seria apenas eu e a mãe da criança que poderíamos viajar. Mas depois disseram que só a mãe é que ia para a África do Sul. Agora já nem dizem nada e nós estamos assim, abandalhados, sem saber o que fazer”, atestou.

Passo à passo da “borrada”


Luana deu entrada no hospital Maria Pia no dia 10 de Outubro, com dores de dente que lhe teriam inflamado a bochecha. Posteriormente, depois de feitos exames complementares, concluiu- se que a criança também estava com anemia, o que significa baixa de hemoglobina. De seguida, o pai, sendo do mesmo grupo sanguíneo, no dia 12 predispõe- se em doar sangue.

No entanto, apesar de o progenitor ter feito a doação no dia 12, a transfusão viria a acontecer apenas no dia 17, mas com um outro sangue que já estava havia muitos dias no hospital e infectado com o vírus do VIH. De acordo com André Katumbela, depois de ter dado conta do erro, a equipa clínica em serviço apressou-se, no dia anterior, a dar alta à criança de forma a livrar-se da culpa. Mas uma médica, cujo nome não foi divulgado, apercebendo-se da “borrada”, cancelou a alta e informou à família sobre o sucedido, situação que gerou conflitos entre os pais e a direcção do hospital.

Depois do incidente, que está a chocar a sociedade angolana, André Katumbela revelou que a sua família passou a sofrer ameaças no sentido de abafar o caso. Conforme explicou, foram intimidados por médicos e altos funcionários do Ministério da Saúde que, a todo o custo, tentaram silenciar a família no sentido de preservar a imagem do hospital e do Ministério de tutela. “Ameaçaram-nos de todas as formas.

Não reconheceram o erro e ainda queriam que nos calássemos diante desta situação. A SIDA não tem cura. E nós não sabemos como será a vida da nossa filha. A pessoa vai ao hospital a pensar que busca saúde, afinal recebe doença”, lamentou.

A directora do Hospital Maria Pia, Mariquinha Venâncio, não aceitou falar sobre o caso, tendo “empurrado” o assunto para o Ministério da Saúde. Este órgão, por via de um comunicado, deu a conhecer que, por orientação da ministra, Silvia Lutucuta, foi criada uma comissão de inquérito para averiguar o ocorrido e recomendou o seguimento do caso em regime de internato da menina para o cumprimento rigoroso da terapia que iniciou antes de 24horas, conforme protocolo de profilaxia pós exposição.

Segundo o documento, o Ministério da Saúde fará todo o esforço no sentido de impedir a replicação do vírus, atendendo que está provado cientificamente que 90 por cento dos casos expostos não contraem a doença.

“O Ministério da Saúde assume, incluindo se for possível o recurso a uma abordagem diferenciada no exterior do país”, refere o comunicado.

Médico defende criação de comité com urgência


Por seu lado, João Chiwana, médico, explicou que há muitos mistérios em volta do caso e sugere que se crie, com urgência, um comité de médicos para avaliar o que realmente se passou. Conforme disse, após contaminação, só é possível averiguar se a criança terá sido contaminada ou não depois de um mês, porque, antes desse período, os testes não acusam a entrada do vírus no organismo.

“Não temos testes que detectem o VIH no período de janela, que é o período após contaminação. Durante esse período os testes normais dão negativo. E pelas datas, nota-se que foi muito rápido. E isso levanta uma série de dúvidas que precisam de ser analisadas por um comité de médicos”, notou.

Relativamente à terapia a que está a ser submetida a criança, no sentido de se estancar o vírus, João Chiwana fez saber que o método é recomendável, mas não é totalmente seguro. “Geralmente, quando acontecem incidentes do género, faz-se esse tipo de terapia.

A possibilidade de reversão do quadro é muito discutível, pode não dar muita segurança. Normalmente a terapia dura 28 dias. Só depois desta data é que se pode avaliar o corte do vírus com a realização de novos testes, caso seja necessário”, frisou.

OPAIS

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Gabão quer "prova" sobre a saúde do presidente Ali Bongo

Gabão quer "prova" sobre a saúde do presidente Ali Bongo

Gabão quer "prova" sobre a saúde do presidente Ali Bongo

Os gaboneses dizem que querem "provas" do estado de saúde do presidente Ali Bongo, que estaria se recuperando em um hospital de Riad por fadiga.
No domingo passado, o porta-voz da presidência do Gabão, Ike Ngouoni em um vídeo para Libreville, disse que o presidente Bongo estava indo bem depois de sua admissão em um hospital de Riyadh no final de outubro.

Mas os gaboneses em Libreville querem mais do que apenas uma mensagem de um porta-voz.

"O que eu gostaria é uma prova realmente tangível: por que não uma foto ou uma entrevista, ou sua esposa, por que não, à sua cabeceira ... eu não sei, algo que poderia nos tranquilizar como gaboneses porque não estamos em paz" , disse Ornella Rossonga, atriz e empreendedora.

“Não, isso não faz os gabones se sentirem melhor. Eu acho que o governo no poder está tentando economizar tempo e essas declarações já foram cumpridas em 2008, então os gabones não acreditam mais em declarações oficiais. Já faz muito tempo desde que eles abandonaram as declarações oficiais '', membro do partido da União Nacional da oposição, Gaetan Essalgat Aristide.

O porta-voz do presidente disse que não há motivo para alarme e que o presidente Ali Bongo ainda está no comando da presidência. Por enquanto, os moradores locais ainda podem ter que esperar e talvez manter seu presidente em oração enquanto ele se recupera em um hospital em Riad.

Bongo estava na Arábia Saudita para participar de uma cúpula de investimentos no final de outubro, mas não conseguiu comparecer após sua admissão no hospital.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

SILÊNCIO DO MINSA “EMPURRA” MÉDICOS À GREVE NO DIA 19

SILÊNCIO DO MINSA “EMPURRA” MÉDICOS À GREVE NO DIA 19


A greve, marcada para os dias 19, 20 e 21 deste mês, tem, dentre as várias motivações, está o baixo salário e a falta de condições de trabalho que a classe dos médicos diz enfrentar e que não tem merecido a devida atenção e resolução do Ministério da Saúde (MINSa)

Texto de: Domingos Bento

O presidente do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA), Adriano Manuel, garante que estão criadas as condições para paralisarem as suas actividades nos dias acima mencionados caso o Ministério da Saúde não atenda às preocupações dos seus filiados, contidas no caderno reivindicativo. De acordo com o sindicalista, que falava à margem do segundo fórum de auscultação da classe, as preocupações dos médicos já são do conhecimento das autoridades sanitárias que têm vindo a responder com silêncio e ignorância aos constantes apelos.

Tal como explicou, em Agosto deste ano, a sua organização entregou ao Ministério da Saúde um caderno reivindicativo da classe onde constam uma série de preocupações das quais destacam-se a baixa tabela salarial, a falta de condições de trabalho, a ausência de um plano de saúde e a falta de formação.

Desde que foi entregue o referido caderno reivindicativo, Adriano Manuel disse que o Ministério da Saúde tem-se resguardado no silêncio, ignorando assim as preocupações da classe que, em alguns casos, trabalha em débeis condições, o que acaba por perigar a vida de muitos profissionais. “Temos casos de colegas que contraíram determinadas patologias quando exerciam a actividade.

E isso só acontece porque não há, em grande parte dos hospitais públicos, condições de trabalho para o bom desempenho da medicina”, frisou. Caso o Ministério da Saúde não dê solução as preocupações da classe, Adriano Manuel deu a conhecer que os médicos inscritos no sindicato, e que se revêem na causa, vão partir para uma greve generalizada, situação que poderá comprometer a funcionalidade dos hospitais públicos, na qualidade do serviço nacional de Saúde, na humanização dos serviços médicos e no bom desempenho da actividade médica.

“Talvez por esta via os órgãos de direito poderão nos ouvir. Estamos a lutar apenas por justiça. É preciso que se olhe para as preocupações dos profissionais da nossa classe que, na verdade, fazem mais do que é permitido para salvar vidas. Fizemos até o impossível mesmo sem condições de trabalho”, atestou.

Abertos ao diálogo


Ainda durante o segundo fórum de auscultação da classe, Adriano Manuel deixou claro que a sua organização sindical está disposta e aberta para negociar com o Estado e assim encontrar um ponto de equilíbrio que favoreça os médicos e o Governo. “Continuamos abertos para dialogar com as autoridades. Não podemos continuar em pontos diferentes.

O que pedimos é o respeito pelas nossas reivindicações a fim de prosseguirmos com as nossas actividades”, notou. OPAÍS tentou contactar, vária vezes, o Ministério da Saúde, mas não obteve sucesso. Fontes daquele órgão ministerial revelaram que, para os próximos dias, está previsto encontros com o Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, organização criada em Janeiro deste ano e conta com mais de mil filiados.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

AADIC pede ao Minco a retirar produtos (veja a lista) que coloca em risco à saúde pública

AADIC pede ao Minco a retirar produtos (veja a lista) que coloca em risco à saúde pública

Fruto da última denúncia remetida à Procuradoria Geral da República, relativamente a existência de um grupo de malfeitores que se dedicam exclusivamente em alterar as datas de validades nos rótulos dos produtos consumíveis expirados, comercializados a retalho nas cantinas e supermercados e à grosso em quase todos armazéns do país, a Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC) pede ao Ministério do Comércio a suspender à venda destes produtos (abaixo mencionados) que coloca em risco à saúde pública.



Fonte: ClubK


Segundo o comunicado de imprensa enviado a redacção do Club K, a AADIC – nos termos dos artigos 78.º; 30.º; 31.º n.º 2; 21.º als). b, d todos da Constituição da República de Angola, que remete para os artigos 2.º; 25.º § 1.º; 6.º; 8.º; 15.º todos da Lei n.º 15/03 de 22 de Julho – , solicita ao Ministério do Comércio e demais órgãos competentes para o efeito, a retirar do mercado formal e informal os seus seguintes produtos:
1. Leite de marca ‘Mimosa’;
2. Papas ‘Maizena’ e ‘Nestlé’;
3. Bebida energética ‘Redbull’; 
4. Feijão ‘Tio Lucas’; 
5. Milho doce ‘Condi’; 
6. Óleo alimentar ‘Cozinheiro Tempero’;
7. Ketchup ‘Nhan Nhan’;
8. Manteigas: ‘Pastora’, ‘Puro Sabor’ e ‘Soya;
9. Sumo ‘Bongo’;
10. Cogumelo ‘Anna’;
11. Cereais: ‘Estrelitas’, ‘Corn Flakes’ e ‘Flocos de Aveia’;
12. Caldo de carne ‘Maggi’, 
13. Fraldas ‘Pampers’;


De acordo com a AADIC, uma vez que não sabe de concreto sobre a quantidade exacta destes produtos – que podem levar os consumidores à morte – que estão disponíveis no mercado formal e informal.
Na mesma senda, a AADIC solicita ao Ministério do Comércio que se pronuncie publicamente sobre o assunto. “O Ministério do Comércio deve vir em público, mais breve possível, para informar a sociedade em geral sobre os procedimentos que o cidadão consumidor deve(a) ter diante dos factos”, pode se ler no comunicado.
“Sabendo que tais práticas ilicítas são extensivas a nível do território nacional, exortamos a todos consumidores que, enquanto o Ministério do Comércio não pronunciar-se sobre os factos expostos aqui, absterem-se de consumir os produtos das marcas acima mencionadas e a desmarcarem-se em comprar produtos alimentares com origens duvidosas em cantinas, supermercados e armazéns, visto que estes produtos constituem riscos à saúde humana que é um bem precioso, inalienável e único”, rematou documento assinado pelo vice-presidente da AADIC.

domingo, 5 de agosto de 2018

Confirmados 13 casos do novo surto da epidemia de ébola na RD Congo

Confirmados 13 casos do novo surto da epidemia de ébola na RD Congo

Número de casos confirmados do novo surto de Ébola no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 13. Há pelo menos três casos mortais.


O número de casos confirmados do novo surto de Ébola no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 13, incluindo três mortes, anunciou este sábado o Ministério da Saúde daquele país.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que o novo surto deste vírus mortal na província de Kivu do Norte coloca desafios específicos, por ser considerada uma “zona de guerra” com diversos grupos armados ativos e milhares de civis deslocados.
A proximidade da cidade de Beni e o intenso tráfego fronteiriço com o Uganda e o Ruanda também complicam os esforços para conter a doença, que se propaga através do contacto dos fluidos corporais dos infetados, incluindo os que morreram.
A RDCongo anunciou o surgimento desta nova epidemia na quarta-feira com quatro casos confirmados, uma semana após ter declarado o fim de um anterior surto no noroeste com 33 mortes.
Ainda não é claro se existe uma relação entre o novo surto, que surgiu a 2.500 quilómetros de distância, com o anterior.
Um rápido processo de vacinação de mais de 3.300 pessoas contribuiu para conter o anterior surto, e a OMS está a tentar perceber qual a estirpe desde vírus que voltou a eclodir, e se poderão ser utilizados o mesmo tipo de vacinas.

Fonte: Agência lusa

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

BANCO DE LEITE PODE ENTRAR EM FUNCIONAMENTO ESTE ANO

BANCO DE LEITE PODE ENTRAR EM FUNCIONAMENTO ESTE ANO

A ministra da saúde, Silvia Lutucuta, disse ontem, durante a abertura da Semana Mundial da Amamentação, em Luanda, que ainda no segundo semestre do presente ano será possível colocar em funcionamento o primeiro Banco de Leite no nosso país, para fazer face à dificuldade de amamentação de muitas mulheres e combater a denutrição crónica
O aleitamento materno é importante para o combate à desnutrição. Ele deve ser feito de forma exclusiva até aos seis meses. Depois dá-se a introdução dos alimentos complementares, desde que saudáveis, continuando o aleitamento materno até aos dois anos de idade. A situação da desnutrição crónica, leve e moderada em crianças menores de cinco anos no nosso país atingiu os 38 por cento. A criação de um banco de leite pode ajudar no processo de aleitamento e consequente combate à desnutrição. Trata-se de um projecto que, segundo a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, já tem alguns anos e que por esta altura já deveria estar implementado, mas por razões financeiras, e não só, ainda não se conseguiu. Está-se a trabalhar com a Maternidade Lucrécia Paim, que irá albergar o referido banco, e também com a promotora do projecto, no sentido de, a curto prazo, avançar o projecto, de acordo com a dirigente.
As instalações já estão feitas e os equipamentos já foram em grande parte doados, pelo que apenas se espera pela sua chegada ao país. “Precisamos de formar quadros com competências necessárias para que este projecto seja um facto, por um lado. Por outro, temos de ser optimistas, porque em grande parte este projecto é financiado com doações e acreditamos que, ainda no segundo semestre deste ano, será possível termos o nosso Banco de Leite a funcionar”, disse Lutucuta. Para além disso, há a necessidade, de acordo com a ministra, se promover a prática do aleitamento materno, de forma a reduzir a mortalidade materno-infantil e melhorar a qualidade dos serviços e cuidados prestados nas unidades de saúde.
“É urgente que se incremente a sensibilização sobre a promoção do aleitamento materno nas unidades sanitárias, nos mercados, entre os adolescentes e jovens, entre os homens, nas igrejas, nos mercados, para que possamos reverter a situação da desnutrição crónica leve e moderada em crianças menores de cinco anos, que é de 38%”, disse a ministra. De acordo com a ministra da Saúde, o novo Caderno de Saúde da Mãe e da Criança, é um instrumento chave que irá permitir reforçar a prática do aleitamento materno, a vacinação de rotina, acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança desde a gravidez, o parto e o pós-parto, até aos cinco anos de idade.
Amamentar para salvar vidas
Por sua vez, o representante do UNICEF em Angola, Abubacar Sultan, disse que a amamentação é um acto decisivo para a vida e desenvolvimento de uma criança, é necessário que toda a sociedade apoie a mãe que amamenta, começando pela família. Fez saber ainda que para este ano está prevista a aprovação do Código Nacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno, do Guia de Resposta Nutricional em Situação de Emergência, da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, do Plano Estratégico Multisectorial, todos instrumentos essenciais para a protecção e promoção do Aleitamento Materno, com o objectivo de salvar a vida de milhares de crianças angolanas. Para o representante da Organização Mundial da Saúde, Hernando Agudelo, a amamentação também fornece anticorpos vitais e um aumento da imunidade.
Por isso, em situações de emergências, quando as comunidades enfrentam acesso limitado à água potável e serviços básicos de saúde, a amamentação garante uma fonte de alimento segura, nutritiva e acessível para crianças, ao mesmo tempo protege- as de doenças. A Assembleia Mundial da Saúde adoptou a celebração anual da Semana da Amamentação pelos Estados membros como uma forma valiosa de protecção, a promoção e o apoio ao aleitamento materno em todos os lugares. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF recomendam que a amamentação tenha início na primeira hora de vida, continuada exclusivamente (sem qualquer outro alimento ou bebida, nem mesmo água) durante os primeiros seis meses e depois continuada, com alimentos complementares seguros e adequados, até aos dois anos.
Fonte: OPAIS