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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Chefe de Estado felicita Presidente eleito da RDC

Chefe de Estado felicita Presidente eleito da RDC


Félix Tshisekedi entra na história como o quinto Presidente da República Democrática do Congo
Fotografia: DR


O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, enviou ontem uma mensagem de felicitações ao Presidente eleito da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, pela vitória nas eleições de 30 de Dezembro.

Na mensagem, João Lourenço diz estar convencido de que Félix Tshisekedi empreenderá todos os esforços ao seu alcance no sentido de promover a inclusão de todas as forças vivas da Nação congolesa e de garantir a estabilidade necessária para edificar as bases sobre as quais assentarão a concretização dos anseios dos congoleses à democracia plena, ao respeito pelas diferenças e a observância estrita dos direitos humanos.

“Quero dizer a Vossa Excelência que pode contar com a solidariedade de Angola, em todas as acções que realizar para impulsionar o progresso e o desenvolvimento da RDC, no quadro das relações de cooperação e amizade existentes entre os nossos dois países”, lê-se na mensagem.

O Presidente João Lourenço faz votos de que Félix Tshisekedi tenha os maiores êxitos no desempenho da nobre e difícil missão de que foi incumbido pelo povo congolês. “Queira aceitar, Excelência, a expressão dos meus sentimentos da mais elevada estima e consideração”, conclui a mensagem do Chefe de Estado angolano.

Cerimónia de investidura


Inicialmente marcada para ontem, terça-feira, a cerimónia de investidura do Presidente eleito da RDC acontece finalmente amanhã, depois do adiamento por razões de ordem técnica e logística.

Segundo a imprensa local, alguns Chefes de Estado e de Governo estarão em Kinshasa para investidura de Félix Tshisekedi, o quinto Presidente na história da RDC. O Palácio das Nações é o local escolhido para o evento.

Para já, os jornais locais vaticinam um discurso inaugural de Tshisekedi a apontar para dois dos principais desafios da RDC: aumentar os salários dos militares, polícias e funcionários públicos, bem como decretar perdão presidencial para presos políticos e exilados.

Felix Tshisekedi vai, perante o Tribunal Constitucional, fazer o juramento solene de um novo Chefe de Estado, de quem se esperam mudanças significativas no modo de fazer política, conduzir os destinos do país numa lógica inclusiva e que olhe para as questões de ordem económica e social.

Segundo o jornal “Le Potentiel”, na sua edição de terça-feira, a investidura representa um momento importante e comovente, durante o qual o Presidente eleito da RDC terá a oportunidade de definir essas prioridades no discurso de estreia.

Dadas as fortes tensões que cercam a sua eleição, Félix Tshisekedi deve assegurar, desde logo, que está aberto e disposto a restaurar a confiança da opinião pública.

Em Kinshasa, o cidadão comum questiona-se sobre a natureza do discurso do quinto Presidente da República depois de, durante muito tempo, ter ouvido quase as mesmas coisas, promessas e “a venda de sonhos ainda não realizados até aqui”. A pergunta que não se quer calar é: o que dirá Félix Tshisekedi neste primeiro discurso à Nação?

As suposições, como é óbvio, vão em todas as direcções, num discurso inaugural que servirá de bússola para o seu mandato. O que se espera, é que Félix Tshisekedi, à semelhança do seu antecessor, Joseph Kabila, que fez o seu primeiro discurso a 26 de Janeiro de 2001, tenha uma intervenção conciliadora e equilibrada. O que muitos cidadãos pretendem saber é se a presidência de Tshisekedi permanecerá intacta na linhagem de Joseph Kabila ou se se destacará pela diferenciação e inovação do seu antecessor.

Nesta altura, o que se espera é que Félix Tshisekedi procure aplanar o ânimo dos indecisos, prometendo ser um Presidente de todos os congoleses para a construção de uma Nação próspera, com base nos princípios fundacionais da República e evitar a velha retórica com vista a cimentar a coesão nacional

Influentes líderes religiosos e da sociedade civil pedem a Félix Tshisekedi que se entregue aos desejos do povo: paz, coesão social, emprego, mais saúde, educação e bem-estar.

A entrada de Félix Tshisekedi como novo inquilino do Palácio da Nação vem depois de um longo e controverso processo político e eleitoral no país.

JA

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Presidente da República entre as dez personalidades africanas do ano

Presidente da República entre as dez personalidades africanas do ano




O Presidente da República, João Lourenço, é uma das dez personalidades africanas de 2018 eleitas pelo jornal espanhol El País, numa lista em que consta, também, a ex-activista anti-apartheid, a sul-africana Winnie Mandela.

A lista distinguiu várias personalidades nos domínios da política, do desporto, meio ambiente, da filosofia, da cultura, do cinema e da defesa dos direitos humanos.

A favor do Chefe de Estado angolano pesou o facto de, em menos de dois anos de liderança do país, ter marcado distanciamento na forma de fazer política em relação ao seu antecessor, José Eduardo dos Santos.

Segundo o El País, neste período (2017-2018) João Lourenço apostou forte no combate à corrupção, incluindo nas estruturas do partido MPLA e do Governo.

O jornal destaca o estilo de governação do Estadista angolano, sublinhando que, em Maio último, chamou a atenção aos seus colaboradores para a necessidade de contenção de despesas, durante a deslocação à França.

A par de João Lourenço e Winnie Mandela, a publicação elegeu o agricultor e comerciante burquinabe, Yacouba Sawadogo, o ginecologista congolês, Denis Mukwege, o político egípcio, Al Sisi e a fotógrafa franco-beninense, Laeila Adjovi.

Completam a lista a actriz keniana, Lupita Nyong'o, a atleta Ivoriense, Murielle Ahouré, a diplomata etíope, Sahle-Work Zewde e o professor universitário, Felwine Sarr.

Recentemente, João Lourenço foi eleito Figura Internacional do Ano, pelos telespectadores da cadeia televisiva portuguesa SIC, e pelos leitores do jornal Expresso.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Presidentes egípcios depostos enfrentam-se em tribunal

Presidentes egípcios depostos enfrentam-se em tribunal





FotoMohammed Mursi ouviu declarações de Mubarak REUTERS/© AMR DALSH / REUTERS

Hosni Mubarak e Mohammed Morsi voltaram a encontrar-se, desta vez na sala de audiências. O homem que esteve no poder durante 30 anos testemunhou contra o antigo líder da Irmandade Muçulmana.

Dois protagonistas da história egípcia recente enfrentaram-se em tribunal na quarta-feira, com o Presidente deposto Hosni Mubarak a testemunhar pela primeira vez contra o antigo Presidente afecto à Irmandade Muçulmana, Mohammed Morsi.

Mubarak, 90 anos, testemunhou durante hora e meia num complexo prisional de alta segurança no sul do Cairo, onde Morsi está detido. Vestindo um fato escuro e andando com o auxílio de uma bengala, foi acompanhado para a sala de audiências pelos dois filhos. Morsi envergava o tradicional macacão prisional, sentado numa cela de metal e vidro, juntamente com outras figuras proeminentes da Irmandade Muçulmana que também são réus no caso. Cerca de 30 familiares, a maioria mulheres, levantaram-se para transmitir sinais de apoio aos arguidos no início e no final da sessão.

A audiência fez parte de um novo julgamento em que Morsi e outros são acusados de orquestrar fugas da prisão e de violar as fronteiras do Egipto durante a revolta que levou à deposição de Mubarak em Fevereiro de 2011.

Hosni Mubarak, visivelmente debilitado, foi alvo de dezenas de perguntas do juiz em relação ao desenvolvimento de medidas de segurança durante o avanço da revolta contra o seu regime de três décadas. Falando com uma voz frágil que se foi tornando gradualmente mais forte, pareceu por vezes impaciente, alegando que não possuía informações ou detalhes relevantes para as perguntas.


FotoRevolução egípcia originou deposição de Mubarak STRINGER/REUTERS

Quando questionado sobre a alegada entrada no Egipto de militantes estrangeiros, Mubarak afirmou que o responsável pelo Departamento de Inteligência lhe disse, a 29 de Janeiro de 2011, que centenas de pessoas atravessaram a fronteira em Gaza para apoiar a Irmandade Muçulmana. “Ele disse-me que havia grupos armados que infiltraram as fronteiras em força, cerca de 800 pessoas”, garantiu Mubarak em tribunal. O ex-presidente negou, porém, responder a perguntas sobre o papel dos grupos militantes, para não discutir segredos de Estado sem autorização. “Quero autorização para falar sobre isto. Vou pedir permissão para não cometer uma ofensa”, finalizou.

Mubarak foi ele próprio preso durante seis anos após a revolução de 2011, aparecendo acamado na cela da sala de audiências. Foi sentenciado a prisão perpétua por orquestrar o assassínio de manifestantes. O ex-Presidente foi libertado após as últimas acusações contra ele terem caído em Março de 2017.




Mubarak, o novo "faraó" do Egipto, foi libertado

O antigo Presidente egípcio Hosni Mubarak, deposto em 2011, foi libertado esta sexta-feira e está na sua casa em Helipolis, disse o seu advogado à agência Reuters. O ex-chefe de Estado, de 88 anos, abandonou do hospital militar Maadi, onde estava em detenção.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

JES rejeita viajar para tratamento médico: Prisão do filho é o busílis da questão

JES rejeita viajar para tratamento médico: Prisão do filho é o busílis da questão




O ex-Presidente do MPLA e de Angola, José Eduardo dos Santos, rejeitou viajar para a República da Espanha, afim de realizar exames e tratamento médicos, soube o Correio da Kianda de fonte familiar.

Chegado o momento das revisões médicas que faz, há algum tempo, na Espanha, Eduardo dos Santos tem estado a dar voltas para se deslocar ao exterior do País para tratar a sua saúde, conta a fonte deste jornal.

A fonte acrescenta que várias individualidade do Partido e Governo tem estado a tentar influenciar o antigo estadista angolano a aceitar o convite, já que está em causa a sua própria saúde.


“Há vontade, por parte das pessoas em vê-lo a tratar-se. Referiu.

O Correio da Kianda sabe que o presidente da República,, João Lourenço interveio, recentemente no mesmo sentido mas sem sucesso.

Para o efeito, diz a nossa fonte, João Lourenço terá enviado a casa de JES o Chefe da Cerimonial da Presidência da República, José Filipe, para ir falar com ele (JES), no sentido de transmitir a necessidade de viajar para os habituais controlo e fisioterapia, mas todos os esforços caíram em saco roto, reafirma a fonte!

Refira-se que fontes próximas a JES fazem saber que a recusa dos exames médicos, por parte de JES, é um protesto contra a detenção e a manutenção da prisão do seu filho, José Filomeno dos Santos, detido no âmbito do processo-crime, nº 22/18-DNIAP, relacionado a actos de gestão do Fundo Soberano de Angola.

Para colmatar o cenário vazio criado recorreram à um serviço privado, tendo alugado um avião que trouxe a Angola o médico pessoal, com equipamento necessário aos exames.

Recorde-se que Filomeno dos Santos, antigo Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento Soberano de Angola (FEDSA), e o ex-Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe, foram formalmente acusados pelo Ministério Público dos crimes de burla por defraudação, peculato, associação criminosa, tráfico de influência e branqueamento de capitais, em Setembro último, pela Procuradoria Geral da República.

CORREIO KIANDA

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Presidente ausculta líderes da sociedade civil

Presidente ausculta líderes da sociedade civil






FOTO OFICIAL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA JOÃO LOURENÇO

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, recebe nesta terça-feira, no Palácio da Cidade Alta, representantes de Organizações Não Governamentais (ONG) e de associações da sociedade civil, para discutir questões da actualidade.

O encontro levará à Cidade Alta, em Luanda, um número superior a uma dezena de ONG e associações cívicas, que actuam em segmentos como a defesa dos Direitos Humanos, o Desenvolvimento Rural, Direito e Promoção da Juventude, refere uma nota da Casa Civil do Presidente da República.

Trata-se do primeiro encontro de João Lourenço com personalidades da sociedade civil, habitualmente críticas ao Governo, entre as quais Rafael Marques (Fundação Open Society Angola), Luaty Beirão e Alexandra Simeão (Associação HANDECA).

Completam a lista de activistas singulares Fernando Macedo (Associação Justiça, Paz e Desenvolvimento), Salvador Freire (Associação Mãos Livres) e José Patrocínio (OMUNGA).

Estão também confirmadas para o encontro outras associações, tais como o Centro Cultural Mosaico, a Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), a AMANGOLA e os Conselhos Nacional e Provincial da Juventude.

ANGOP