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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

A poluição do ar pode tirar 9 anos da vida das pessoas na Índia, diz estudo

A poluição do ar pode tirar 9 anos da vida das pessoas na Índia, diz estudo






















A poluição do ar na Índia é tão ruim que pode estar reduzindo a expectativa de vida de centenas de milhões de pessoas em até nove anos, de acordo com um novo estudo.

O relatório, divulgado quarta-feira pelo grupo de pesquisa com sede nos Estados Unidos Energy Policy Institute da Universidade de Chicago (EPIC), descobriu que todos os 1,3 bilhões de residentes da Índia enfrentam níveis médios anuais de poluição que excedem as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde.

O governo central da Índia anunciou uma campanha nacional de limpeza do ar em 2019, com o objetivo de reduzir a poluição particulada em até 30% até 2024. Mas nos últimos anos, a poluição só piorou, especialmente no estado ocidental de Maharashtra e na região central estado de Madhya Pradesh, disse o relatório.

"A capital da Índia, Delhi, também é altamente poluída", disse o estudo. "Os residentes de Delhi podem ter até 10 anos adicionados às suas vidas se a poluição for reduzida para atender às diretrizes da OMS; até 7 anos se a poluição atender ao padrão nacional da Índia."
Segundo o estudo, a poluição do ar provavelmente reduz a expectativa de vida de 40% dos indianos - que é de cerca de 520 milhões de pessoas.

A Índia tem lutado por muito tempo com seu problema de smog, que varia de centros urbanos sufocados com grandes quantidades de poluição veicular e resíduos industriais, a mais áreas agrícolas rurais que sofrem com a poluição causada pela queima de safras - uma prática de queimar intencionalmente campos cultivados para preparar a terra para sua próxima safra.
Vários fatores estão por trás da poluição persistente, disse o relatório, incluindo a industrialização em massa e a demanda de energia disparada e uso de combustível fóssil.

Em 2019, 21 das 30 cidades do mundo com a pior poluição do ar estavam na Índia, de acordo com o ranking global anual da IQAir AirVisual.

A cidade mais poluída naquele ano, Ghaziabad, registrou nove vezes o nível de poluição particulada que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos considera saudável.

A poluição é um problema regional que se estende além da Índia - no Sul da Ásia, Paquistão, Índia, Nepal e Bangladesh estão consistentemente classificados entre os 5 países mais poluídos em todo o mundo. Lá, também, os residentes também são vulneráveis ​​à redução da expectativa de vida.


quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Fundador da Tesla torna-se segundo homem mais rico do mundo

Fundador da Tesla torna-se segundo homem mais rico do mundo

                                             


O fundador da multinacional Tesla, Elon Musk, de 49 anos de idade, tornou-se o segundo homem mais rico do mundo com USD 128 bilhões, ultrapassando o americano Bill Gates, que ocupava a posição há pouco menos de um mês.

Tal feito acontece numa fase em que seus dois principais empreendimentos apresentaram resultados positivos em apenas um ano. Assim, o fundador da ‘Tesla’ fica a um passo de se tornar o número um do ranking de bilionários da Bloomberg.

Com uma fortuna avaliada em USD 128 bilhões, sendo que USD 100 bilhões deste total foram acumulados em 2020. Em Janeiro deste ano, ele ocupava a 35ª posição na lista, mas agora neste mês de Novembro observa-se uma subida de trinta e três posições.

A fortuna do fundador da Tesla cresceu rapidamente nos últimos meses. Em Agosto esteve no quarto lugar do ranking com uma fortuna estimada em USD 84,8 bilhões.

Veja a lista dos dez homens mais ricos:

Jeff Bezos: USD 182 bilhões – Amazon (Tecnologia/Varejo)

Elon Musk: USD 128 bilhões – Tesla (Automotivo)

Bill Gates: USD 128 bilhões – Microsoft (Tecnologia)

Bernard Arnault: USD 105 bilhões – LVMH (Consumo)

Mark Zuckerberg: USD 102 bilhões – Facebook (Tecnologia)

Warren Buffett: USD 86,8 bilhões – Berkshire Hathaway (Vários setores)

Larry Page: USD 81,3 bilhões – Google (Tecnologia)

Sergey Brin: USD 78,7 bilhões – Google (Tecnologia)

Steve Ballmer: USD 76,1 bilhões – Microsoft (Tecnologia)

Mukesh Ambani: USD 74 bilhões – Reliance Industries (Energia)

Elon Reeve Musk é um empreendedor e filantropo com tripla nacionalidade (sul-africano-canadense-americano), fundador, CEO e CTO da SpaceX, CEO da Tesla Motors, vice-presidente da OpenAI, fundador e CEO da Neuralink, e co-fundador e presidente da SolarCity.


Quando o iPhone ganha novo botão depois de actualização de software

Quando o iPhone ganha novo botão depois de actualização de software



Foto de Kevin Bhagat via Unsplash

E se, de repente, o teu iPhone de 2017 ganhasse um novo botão na traseira? E se esse botão pudesse ser configurado para o que bem entenderes?


Os iPhones lançados nos últimos três anos ganharam, de repente, um novo botão. Como naturalmente a Apple não consegue entrar na casa de todos os consumidores, a actualização foi feita por software. Isto significa que o botão sempre esteve lá mas desactivado.

Alterar as capacidades de hardware de um produto à distância por via de uma actualização de software não é algo invulgar – é algo que as fabricantes de automóveis já começaram a fazer. Mas as empresas conseguirem fazê-lo pode deixar-nos, no mínimo, intrigados – afinal, o iPhone 8 que comprámos em 2017 poderia, ao longo destes anos, fazer mais que aquilo que fez e o nosso investimento na altura do produto não foi totalmente valorizado. Por outro lado, podemos ficar satisfeitos por, ao fim de três anos, um equipamento a caminho do seu fim de vida (ditado pelo mercado à procura de vender novos telemóveis) ganhar uma novidade de que não estávamos à espera.

Afinal, que botão novo é este? Fica na traseira de todos os iPhones mais recentes – a partir do modelo 8 – e chama-se Back Tap; através das definições de acessibilidade do iPhone é possível activar a funcionalidade e com a ajuda da aplicação Shortcuts podes configurá-la ao teu gosto. Isso significa que a Apple não decidiu limitar a utilidade deste novo canal de input, permitindo a configuração preferida dos utilizadores. O Back Tap pode ser configurado para dois ou três toques na traseira do equipamento e servir, por exemplo, para fazer uma captura de ecrã, abrir o Centro de Controlo ou fazer uma pesquisa. Podes configurar uma acção para os dois toques na parte de trás do iPhone e outra para os três toques.


O Back Tap estava no iPhone desde 2017, é um botão invisível ao nosso olhar porque reside no interior do equipamento e, assim de um momento para o outro, passou a existir através de software – mais concretamente através da actualização para o iOS 14. Dá para pensar se não existirão ou não terão existido outras funcionalidades no iPhone desde sempre que nunca chegaram a ser activas. É pertinente também questionar este ponto: e se a Apple permitisse a personalização de outros botões do iPhone – por exemplo, que aquele botão lateral pudesse abrir o MB Way em vez do Apple Pay ou o Google Assistant em vez da Siri?

Por outras palavras, existem limitações do próprio hardware mas também condicionamentos ao nível do software e, no caso da Apple, que desenvolve os dois em conjunto e não gosta que se mexa no segundo, a empresa acaba por ter mais controlo sob a forma como os utilizadores usam o hardware. Outra interrogação interessante prende-se com limitações evidentes que são impostas ao hardware para que os consumidores adquiram um novo produto ou o modelo mais caro; falámos disso há bem pouco tempo, a propósito de funcionalidades que existem na família iPhone 12 Pro e não nos iPhone 12 ou que poderiam ser introduzidas em modelos anteriores por se basearem só em software.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Enquanto lidamos com o vírus na Terra, Trump esboça plano para ‘privatizar’ a lua

Enquanto lidamos com o vírus na Terra, Trump esboça plano para ‘privatizar’ a lua




As autoridades norte-americanas prevêem negociar formalmente este acordo com parceiros espaciais como o Canadá, o Japão, os Emirados Árabes Unidos, e com os países europeus que o Governo de Trump considera terem interesses "idênticos" sobre a extração de recursos da superfície lunar.

Enquanto na Terra enfrentamos em conjunto um dos piores momentos da humanidade, e por mais difícil que seja concentrarmo-nos num mundo que não o nosso nesta altura, o resto do universo continua a sua ainda estranha e desconhecida existência.

A lua, por exemplo, tem sido notícia, pelos mais diversos motivos. No final do mês passado, cientistas mapearam pela primeira vez na história toda a superfície lunar, por exemplo. O trabalho dos investigadores do Astrogeology Science Center – USGS, em conjunto com a NASA e o Lunar Planetary Institute, chama-se Unified Geologic Map of the Moon e é um mapa digital que mostra a geologia da Lua em detalhe. O projecto vai ajudar no planeamento de futuras missões humanas à superfície lunar, e baseou-se naquilo que se conhece dos cerca de 4,5 mil milhões de anos de história do nosso astro vizinho, assumindo um valor inestimável para a comunidade científica e para o público em geral.

Noutras notícias, e quase em simultâneo, soube-se que a NASA seleccionou as empresas SpaceX de Elon Musk, a Blue Origin de Jeff Bezos e a Dynetics no concurso de consórcios que deverão desenvolver propostas para o desenho dos módulos usados na próxima missão lunar, em 2024. A NASA prevê atribuir aos três consórcios selecionados um total de 967 milhões de dólares (cerca de 884 milhões de euros) – se o Congresso, que reúne os representantes eleitos dos EUA, assim o aprovar. Desse valor, a Blue Origin ficou com mais de metade do “bolo” financeiro, ao garantir os 579 milhões de dólares relativos ao primeiro lugar. O consórcio liderado pela Dynetics deverá amealhar 253 milhões de dólares, enquanto o grupo de empresas coordenado pela SpaceX terá direito a 135 milhões de dólares. Nos próximos 10 meses, as três deverão desenvolver as respetivas propostas e projetos até à chamada fase de análise preliminar, que precede o desenvolvimento dos módulos lunares que vão ser usados na realidade.

A NASA tinha anunciado os seus planos de regresso à lua no ano passado, divulgando desde logo o objectivo de voltar a aterrar no satélite natural da Terra em 2024, 50 anos depois da primeira visita. As missões Artemis, como se chamarão, serão 3, e foram desenhadas para se irem aproximando progressivamente da superfície lunar – espera-se que na terceira missão, a que realmente aterra na Lua, esteja presente, pela primeira vez, uma astronauta feminina. A decisão de voltar à Lua estava tomada pela NASA há já alguns anos, uma viagem que funcionaria como um passo em frente na realização da primeira viagem tripulada a Marte. Mas foi a pressão do presidente Donald Trump – que vive com a cabeça na Lua desde a campanha presidencial em 2016 – que acabou por acelerar o processo, tendo pedido que tal acontecesse até 2024.


Nos últimos dias houve ainda espaço para outros fait divers espaciais, como o comunicado do Pentágono que divulga três vídeos da Marinha norte-americana que mostram objectos voadores não-identificados. Os vídeos remontam a 2007 e 2017 e já tinham sido amplamente divulgados, por imprensa e nas redes sociais, e até comentados por oficiais norte-americanos, mas foi a primeira vez que foram oficialmente partilhados para “esclarecer quaisquer equívocos do público sobre se as filmagens que têm estado a circular eram ou não reais, ou se há ou não mais vídeos”. Ou, a mais cor de rosa de todas as notícias, a de que a NASA está a planear um filme a bordo da Estação Espacial Internacional com o actor Tom Cruise, em colaboração com Elon Musk e a SpaceX.

Tudo isto para concluirmos que, em tempos de pandemia de Covid-19, se parece que não há mais notícias ou mundo além das nossas justificadas ansiedades e inquietações, não é verdade. Parece haver quem não se tenha esquecido do universo no geral, ou pior, quem talvez esteja a aproveitar este nosso momento de comunidade planetária para, no barulho das luzes, privatizar a Lua.

No mês passado, Donald Trump assinou uma ordem executiva na qual os Estados Unidos reconhecem formalmente os direitos dos interesses privados para reclamar recursos no espaço. A ordem executiva deixa claro que os EUA não vêem o espaço como um “bem comum global”, abrindo caminho para a mineração da Lua sem nenhum tipo de tratado internacional. “Os americanos devem ter o direito de se envolver em exploração comercial, recuperação e uso de recursos no espaço sideral”, lê-se no documento, que relembra ainda que os EUA nunca assinaram o acordo de 1979 conhecido como Tratado da Lua – um pacto que estipula que quaisquer atividades no espaço devem estar em conformidade com o direito internacional.

Agora, sabe-se que a administração Trump está a trabalhar nos contornos legais dessa proposta, para concretizar a legalidade dos tais trabalhos de mineração na Lua ao abrigo de um novo acordo “internacional patrocinado pelos EUA”, chamado Acordo de Artemis – o nome das missões lunares da NASA acima referidas.

O acordo seria o mais recente esforço da Casa Branca para cultivar aliados em torno do plano da NASA de colocar seres humanos e estações espaciais na Lua na próxima década, e ocorre numa altura em que a agência espacial norte-americana desempenha um papel cada vez mais influente na implementação das políticas externa de Trump.

De acordo com fontes da Reuters, citadas pelo The Guardian, o rascunho do pacto ainda não foi formalmente partilhado com qualquer aliado dos Estados Unidos. Apesar do aparente carácter diplomático do pacto, uma das suas principais características é a proposta de criação de “zonas de segurança” que cercariam futuras bases lunares para evitar danos ou interferência de “países rivais” ou empresas que operem nas proximidades. O pacto pretende ainda fornecer uma estrutura legal de acordo com o direito internacional para que as empresas possam possuir realmente os recursos que minerarem.

As autoridades norte-americanas prevêem negociar formalmente este acordo com parceiros espaciais como o Canadá, o Japão, os Emirados Árabes Unidos, e com os países europeus que o Governo de Trump considera terem interesses “idênticos” sobre a extração de recursos da superfície lunar.

A Rússia, principal parceira da NASA na Estação Espacial Internacional, não será uma das primeiras parceiras nestes acordos, disseram as fontes, uma vez que o Pentágono considera Moscovo como cada vez mais hostil por fazer manobras de satélite “ameaçadoras” em relação aos satélites norte-americanos em órbita da Terra.

Os contornos do novo acordo atropelam ainda o chamado Tratado do Espaço Exterior (Outer Space Treaty) de 1967, que subentendia a exploração e o uso do espaço ultraterrestre apenas em benefício e interesse de todos os países e em favor de toda a humanidade. O tratado, que foi assinado pelos EUA, afirma ainda que a Lua e restantes corpos celestes “não estão sujeitos à apropriação nacional por reivindicação de soberania, por meio de uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio”, mas nada diz do comércio privado.

“Esta não é uma reivindicação territorial”, disse uma fonte anónima interveniente no projecto à Reuters, sobre as chamadas “zonas de segurança”. Essas áreas condicionadas, cujo tamanho varia de acordo com a operação, permitiriam a coordenação entre os actores espaciais sem reivindicar tecnicamente o território como soberano, disse. “A ideia é que, quem se aproximar de determinada operação e da zona de segurança declarada, entre em contacto com os responsáveis dessa operação com antecedência, os consulte e descubra como pode fazê-lo mantendo a segurança de todos”.

Este Acordo de Artemis faz parte do plano da administração Trump de evitar o processo de criação de um tratado das Nações Unidas e, em vez disso, chegar a um acordo com as nações “que pensam da mesma forma”, em parte porque a criação de um tratado oficial levaria muito tempo, e porque trabalhar com Estados sem presença espacial seria “improdutivo”, referiu uma fonte do Governo à Reuters. Trata-se ainda de um acordo emblemático para o crescente papel da NASA como uma ferramenta de diplomacia americana, que deve gerar polémica entre os rivais espaciais de Washington, como a China, além da já referida Rússia.

Esta insistência do Governo de Donald Trump em perfurar a Lua é consistente com o seu apoio entusiástico à também perfuração na Terra. Além disso, é um sublinhar do espaço extraterreno como um novo domínio militar, da Lua como activo estratégico, e do interesse do Presidente em afirmar o poder americano além das fronteiras terrestres, consistente também com a formação da Força Espacial integrada nas forças armadas dos EUA no ano passado, para conduzir guerras espaciais quando necessário. O mesmo Presidente que, aliás, escreveu em Junho de ano passado no Twitter que a NASA devia estar a concentrar-se “em Marte (de que a Lua faz parte)”. (A Lua não pertence a Marte.)

Importa lembrar que, já em 2015, os Estados Unidos promulgaram uma lei que concedia às empresas os direitos de propriedade sobre os recursos extraídos no espaço sideral, mas que essas leis não existem na comunidade internacional. Em declarações ao The Guardian, Joanne Gabrynowicz, editora-chefe emérita do já extinto Journal of Space Law, disse que terá de haver um acordo internacional antes de se estabelecer “qualquer tipo de área exclusiva para a ciência ou para qualquer outro propósito”. “Não é algo que qualquer nação possa fazer unilateralmente e ainda assim torná-lo legal”, disse.

terça-feira, 9 de julho de 2019

‘Coaches’ para ajudar crianças a viver longe do telemóvel são uma nova profissão

‘Coaches’ para ajudar crianças a viver longe do telemóvel são uma nova profissão



Foto de Gaelle Marcel via Unsplash

Como educar os filhos na era dos ecrãs? O New York Times conta que há pais a pedir ajuda profissional.

A história é contada pelo New York Times (NYT) e tem como referência o contexto norte-americano. O jornal diz que há pais que, alarmados com o tempo que as suas crianças passam ao telemóvel ou podem vir a passar, estão a tentar educá-los segundo os padrões do “pré-smartphones”. E estão a contratar profissionais para os ajudar nessa tarefa.


O NYT chama-lhes ‘consultores de ecrã’ que se deslocam a casa, escolas, igrejas e sinagogas para “lembrar os pais como era ser pai antes”. As abordagens destes ‘coaches’ passam por colocar as crianças a mexerem-se, a jogar à bola ou a criar um imaginário a partir de um objecto antigo que esteja lá por casa. “Não podemos ser máquinas. Estamos a pensar como máquinas porque estamos a viver nesse ambiente mecanizado. Não podemos educar crianças com uma mentalidade mecanizada”, diz Gloria DeGaetano, uma coach de Seattle com quem o NYT falou.
A reportagem do NYT (screenshot Shifter)

Também em Seattle uma professora percebeu a necessidade educativa no campo da adição aos ecrãs por parte das novas gerações e decidiu apostar nesse campo, com um negócio próprio e especializado nessa temática. Além do aconselhamento parental, Emily Cherkin, a ex-professora, criou um espaço de co-working com uma zona onde as crianças podem ficar entretidas com actividades longe de ecrãs.


Cara Pollard, uma coach parental de Chicago, diz que os pais se habituaram tanto a passarem o tempo com ecrãs à frente que se esqueceram de como cresceram sem eles. “Eu digo apenas para tentarem lembrar-se do que faziam enquanto crianças”, conta ao NYT. “E é tão difícil, e eles ficam muito desconfortáveis, mas só precisam de se lembrar.”

Outra ideia que o NYT apresenta para os pais é arranjarem um cão ou um gato aos filhos. “Digo a muitos pais para arranjarem um cão”, refere Richard Halpern, que trabalha como coach em Portland. “Ou digo para mostrarem um ecrã ao seu gato. Eles não vão ligar. Eles estão totalmente presentes. Estão a viver. É um grande ‘role model’.”

Na mesma peça, o New York Times assinala também um movimento semelhante à promessa de virgindade até aos 18 ou ao casamento do século passado. Só que desta vez a “virgindade” é com os dispositivos electrónicos ou redes sociais – abstinência até ao 8º ano ou depois. Podes ler o artigo completo aqui (pode ter paywall).


Destacamos só esta frase do jornal:

“Ninguém sabe o que é que os ecrãs farão da sociedade, se boa ou ruim. Esta experiência mundial de dar a todos uma empolgante tecnologia portátil é ainda nova.”

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