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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Primárias no MPLA apuram os candidatos às autarquias

Primárias no MPLA apuram os candidatos às autarquias



Secretário para a Informação do MPLA, Paulo Pombolo, falou em conferência de imprensa
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro


Os candidatos às eleições autárquicas pelo MPLA vão concorrer, primeiro, nas eleições internas a nível do partido e só os que forem eleitos irão concorrer nas autarquias.
A informação foi avançada ontem, em conferência de imprensa, pelo secretário para Informação do MPLA, Paulo Pombolo, que anunciou também a realização da 6ª reunião ordinária do Comité Central do partido entre amanhã e sábado, no Complexo do Futungo II, em Luanda.
Durante o encontro, disse, os membros do Comité Central vão apreciar a metodologia para a composição dos candidatos aos órgãos autárquicos, o regulamento que vai definir os critérios e o perfil dos candidatos do MPLA.
“A nível do partido, haverá uma disputa interna entre militantes que se acharem que reúnem as condições, para concorrerem à presidente das autarquias em nome do MPLA. As eleições internas devem ter as balizas bem definidas, para que não haja problemas na sua condução”, adiantou.
Na 6ª sessão do Comité Central devem, igualmente, ser definidas as regras para a disputa interna. Paulo Pombolo sublinhou que os militantes a concorrer são os que quiserem ser cabeças de listas e membros das assembleias municipais, para as eleições autárquicas previstas para 2020.
O Comité Central do MPLA também deve apreciar a proposta de Orçamento Geral do Estado para 2019, que se encontra em discussão nas comissões de especialidade da Assembleia Nacional, bem como um diagnóstico preparado pelo Ministério da Saúde. O referido diagnóstico, esclareceu, traz uma avaliação da situação da saúde no período entre o ano passado e ano em curso. No essencial, os membros do Comité Central vão fazer recomendações, para a melhoria do trabalho a prestar às populações no sector.
O Comité Central do MPLA deve, igualmente, ser informado sobre as operações “Transparência” e “Resgate” em curso no país. O político sublinhou que as duas operações visam a moralização da sociedade, a reposição da autoridade do Estado e a recuperação da imagem das cidades e vilas.
No primeiro ponto da agenda, os membros do Comité Central vão proceder ao preenchimento da vaga existente na suacomposição, de acordo com a lista de precedências aprovada no último congresso.

MPLA está coeso

O secretário para Informação do MPLA negou que haja crise no partido. Paulo Pombolo, membro do Bureau Político do MPLA, tranquilizou os militantes, afirmando que o partido maioritário continua forte, unido, coeso e preparado para os próximos desafios.
À pergunta sobre se existia crise interna, Pombolo disse que os órgãos de direcção do MPLA continuam a funcionar com normalidade e que, a nível das bases, os militantes cumprem as orientações saídas dos últimos congressos ordinário e extraordinário.
“Há uma interacção entre os órgãos centrais e militantes de base. Há um programa do secretariado do Bureau Político de visitas às estruturas de base e intermédias e que já começou a nível da província de Luanda. Foram reformulados os grupos de acompanhamento, para os comités provinciais do partido, e também a nível dos comités provinciais para os municípios, e dos municípios para as organizações de base”, informou.
Paulo Pombolo informou que o Comité Central vai, também, analisar questões relacionadas com a vida interna do MPLA. Disse ainda que o partido tem na agenda a realização de assembleias de renovação e balanço de mandatos a nível dos comités municipais, distritais e comunais. “Em princípio, essas conferências terão como objectivo apenas avaliar o trabalho realizado desde 2016, pelos comités municipais, distritais e comunais. Não haverá, a este nível, processos de renovação de mandatos”, esclareceu.
Assembleias de balanço e de renovação de mandatos, disse, acontecerão nos Comités de Acção (CAP), devendo ser eleitas novas direcções, para conduzirem o trabalho a nível de base.
Na sexta-feira e no sábado, o Comité Central vai, igualmente, aprovar o plano de actividades anuais do partido para o próximo ano de 2019, e o respectivo orçamento. Os membros do Comité Nacional participam hoje numa palestra sobre as autarquias.

JORNAL DE ANGOLA

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Último discurso de José Eduardo dos Santos como Presidente do MPLA

Último discurso de José Eduardo dos Santos como Presidente do MPLA



Esta é a minha última intervenção, na qualidade de Presidente do MPLA, função que, honrosamente, desempenho desde 21 de Setembro de 1979, quando, em circunstâncias alheias à minha vontade, fui escolhido pelo Comité Central do MPLA para substituir o falecido Presidente António Agostinho Neto.

Não foi, como disse na altura, uma substituição fácil ou possível, mas apenas uma substituição necessária.

Alguns camaradas aqui presentes sabem que eu nunca ambicionei tal cargo e nem tão-pouco pensei que pudesse permanecer no mesmo tantos anos, mas as circunstâncias históricas e políticas assim o determinaram.

Procurei, ao longo destes anos, dar o melhor de mim, aquilo que estava ao alcance das minhas forças e das minhas capacidades intelectuais alicerçadas nas profundas convicções políticas e ideológicas, que, desde a juventude, nortearam a minha vida.

Não existe, naturalmente, qualquer actividade humana isenta de erros e assumo que também os cometi, pois só deste modo os pudemos ultrapassar. O erro é parte integrante do nosso processo de aperfeiçoamento. Por isso se diz que aprendemos com os erros.

Hoje, dia 8 de Setembro de 2018, é de cabeça erguida que estou neste grande conclave do nosso Partido, na presença de mais de dois mil delegados, com a convicção do dever cumprido, pronto a passar o testemunho de liderança do Partido ao seu próximo Presidente.

Para trás ficam anos de luta, de resiliência, de firmeza, de camaradagem e de solidariedade para que o MPLA se afirmasse como um grande Partido vencedor, servindo os interesses superiores do povo angolano.

O MPLA conquistou e consolidou a Independência Nacional, manteve a integridade do nosso território, de Cabinda ao Cunene, do mar ao leste; assegurou a conquista da paz, da reconciliação nacional e da democracia e empenhou-se, entre outras frentes, na luta pela justiça social e na modernização do País.

Em todas as vertentes de luta que visam aperfeiçoar a sociedade e garantir ao cidadão os seus plenos direitos, o MPLA situou-se sempre na linha da frente.

Todos juntos, jovens, mulheres, homens, militantes e povo em geral, nos batemos pela edificação deste grande momento que se chama o Partido MPLA.

Apesar de tudo, o Partido MPLA é um edifício que nunca estará concluído, porque a dialéctica da vida exige que ele seja constantemente aperfeiçoado, a fim de fazer face às exigências de cada momento específico do desenvolvimento económico, social e cultural do País, onde ele se insere como um corpo vivo, que procura catalisar todas transformações que ocorrem ao longo da história da Nação angolana.

Por essa razão, o MPLA, embora preserve a sua matriz fundacional, passou por imensas transformações desde 1979, altura em que assumi a sua Presidência.

O contexto interno e internacional exigiu a sua evolução para um Partido aberto a todos os estratos sociais, que preconiza o desenvolvimento com base na economia de mercado.

Com efeito, nos finais da década de 80 do século 20, assistimos a uma alteração no jogo político mundial, com o fim do bloco socialista, encabeçado pela União Soviética e com a decadência das políticas orientadas para o fortalecimento da economia estatal.

O MPLA, neste quadro, refundou os seus princípios ideológicos, os seus objectivos estratégicos e os seus métodos de organização e de acção, tornando-se num Partido mais democrático e mais moderno, capaz de obter nas urnas a legitimidade do exercício do poder político.

Com o advento da democracia e a constituição de um Estado democrático de direito, o MPLA passou a reger-se pelos princípios da transparência, da organização e da gestão democrática e da participação de todos os seus membros, o que implicou o abandono, por exemplo, do princípio do centralismo democrático, isto é, passamos a ter eleições periódicas dos dirigentes pelas assembleias ou conferências representativas dos seus membros; admitimos a possibilidade de candidaturas alternativas e a prática do sufrágio secreto.

De um Partido de cerca de 35 mil membros, em 1979, o MPLA cresceu e tem hoje mais de quatro milhões de membros.

Começa neste 6.º Congresso Extraordinário uma nova era na vida do Partido. O Comité Central e o novo Presidente do Partido terão a incumbência de manter a rota do MPLA no rumo certo, o que implica, preservar os princípios e valores do MPLA, manter a unidade e a coesão internas, estimular os militantes, aprimorar a nossa organização, mobilizar o povo e o eleitorado, a fim de obter novas vitórias.

A grande tarefa que se vai colocar a todos é como levar o nosso Partido desde o ponto em que se encontra no presente, até ao lugar onde se pretende que esteja no futuro.

Deixo-vos o meu modesto legado para que continuem a trilhar os caminhos preconizados pelas figuras cimeiras da nossa história recente que estiveram na base da fundação e da construção do MPLA, entre as quais destaco a proeminente figura do Presidente António Agostinho Neto.

Que se encontre nos mesmos o estímulo necessário para a vontade firme de se combater a pobreza e a exclusão, de se promover o bem-estar social e de se preservar a paz e a estabilidade política.

Deixo aqui uma palavra de profunda gratidão a todos quantos, com zelo e dedicação, me apoiaram sempre durante todos estes anos no exercício da Presidência do Partido, tornando possível o seu crescimento e fortalecimento.

Trago-vos no coração, onde reservo um lugar especial para o povo angolano.
Muito obrigado.

Desejo-vos êxitos e declaro aberto o 6.º Congresso Extraordinário do Partido MPLA”.

Fonte: Angop

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Nova vice-presidente do MPLA aponta coesão e unidade como via para resolver os problemas dos angolanos

Nova vice-presidente do MPLA aponta coesão e unidade como via para resolver os problemas dos angolanos


Eleita vice-presidente do MPLA no último sábado, 8, Luísa Damião considera que o partido deve continuar na linha da coesão e unidade, "para colocar em prática o ambicioso programa" político, "que vai no sentido de resolver os problemas dos angolanos".

O MPLA é um partido que se pauta pela coesão e pela unidade, e nós devemos continuar a caminhar por essa linha, na linha da coesão e da unidade, para podermos efectivamente colocar em prática o ambicioso programa do MPLA, que vai no sentido de resolver os problemas dos angolanos", disse a nova número dois dos "Camaradas", eleita na primeira reunião extraordinária do Comité Central, realizada no último sábado, 8, após a aclamação de João Lourenço como novo líder dos "Camaradas",

Segundo Luísa Damião, em declarações à TPA, o partido no poder não pode trair a confiança que os cidadãos, e particularmente os militantes do MPLA, depositam em si.

"Os angolanos têm anseios, têm aspirações, confiam no MPLA, e nós não podemos defraudar esta confiança", sublinhou a responsável, que destacou ainda a importância de, através do seu consulado, promover a igualdade de género.

"Quando uma mulher se desempenha bem, outras oportunidades podem surgir para outras mulheres. E então eu tenho também esta grande responsabilidade de ter um bom desempenho para que as pessoas tenham confiança nas mulheres e saibam que as mulheres são capazes também de assumir esta responsabilidade", afirmou Luísa Damião, na qualidade de primeira mulher a assumir a vice-presidência do MPLA.

NOVO JORNAL