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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Candidaturas às 300 bolsas de mérito para mestrados e doutoramentos nas melhores universidades do mundo abrem em Janeiro

Candidaturas às 300 bolsas de mérito para mestrados e doutoramentos nas melhores universidades do mundo abrem em Janeiro



Foto: DR | NJOnline

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou que a abertura das candidaturas às bolsas de mérito, no âmbito do programa de envio anual de 300 Licenciados angolanos com elevado desempenho e excelência académica para as melhores universidades do mundo, será no dia 13 de Janeiro de 2020. O prazo estende-se até 31 de Março.

Em 2020, as candidaturas serão apenas para especialidades médicas, nos graus de mestrado e doutoramento. A concessão da bolsa implica que o candidato se comprometa a regressar ao País após a sua formação e a prestar serviço público na localidade em que for colocado.

Os testes serão realizados na Universidade Agostinho Neto, Universidade Katyavala Bwila, Universidade José Eduardo dos Santos, Universidade Mandume Ya Ndemofayo e Universidade Lueji A'Nkonde.

O processo de selecção será assegurado por um júri nacional, com várias fases consecutivas e eliminatórias, como a realização de análise documental, testes de conhecimento, entrevista centrada nas competências, selecção pela instituição de ensino superior estrangeira.

Este programa de envio anual de 300 licenciados angolanos com elevado desempenho e mérito académico para as melhores universidades do mundo foi aprovado pelo Presidente da República em Março deste ano.

A resolução está incluída na Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Recursos Humanos, do Programa Nacional de Formação de Quadros «PNFQ» e do Programa de Emprego e Formação Profissional.

De acordo com o decreto presidencial, a concretização deste Programa pressupõe a identificação das melhores Instituições de Ensino Superior e de Investigação estrangeiras, com o apoio das embaixadas angolanas.

"O Governo angolano poderá estabelecer acordos de parceria e de cooperação com essas instituições, para garantir a formação académica pós-graduada de jovens licenciados angolanos com elevada capacidade analítica e com alto desempenho, segundo os mais elevados padrões académicos", pode ler-se no decreto presidencial.

A bolsa de estudo é concedida aos licenciados angolanos seleccionados, de acordo com os critérios de candidatura, para custear as despesas referentes à inscrição, matrícula e propinas dos cursos e à manutenção (alojamento, alimentação, transporte, material didáctico e livros) nos países de acolhimento.

"Complementarmente, os bolseiros seleccionados receberão um subsídio anual de mil dólares norte-americanos, para o nível de doutoramento, e de quinhentos dólares norte-americanos, para o nível de mestrado, para o desenvolvimento da investigação científica e participação em eventos científicos e para apresentação dos resultados da investigação. O pagamento referente à inscrição, matrícula e propinas será feito directamente à instituição de ensino", é explicado no decreto assinado pelo Presidente da República.

Podem participar neste Programa licenciados angolanos a residir no Pais, com mérito académico, e aqueles que estejam no estrangeiro a frequentar cursos de pós-graduação em Instituições de Ensino Superior de referência, de acordo com a posição nos rankings de natureza científica, resultantes de avaliações independentes, e que comprovem não ser beneficiários de bolsa de estudo do Governo Angolano.

Para participarem no Programa e concorrerem à bolsa de estudo de mérito, os candidatos devem preencher requisitos como possuir nacionalidade angolana, ter até 30 anos, para o mestrado e, até 35 anos, para o doutoramento, ter licenciatura completa, tratando-se de candidatura para o mestrado, e mestrado completo, tratando-se de candidatura para o doutoramento, ter média igual ou superior a 16 nos níveis precedentes (licenciatura e mestrado), ter a situação militar regularizada, no caso dos candidatos do sexo masculino.

Novo Jornal

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Dois mil novos professores aguardam por guias

Dois mil novos professores aguardam por guias



Um total de 2650 novos professores admitidos no último concurso público da Educação esperam pelas guias que possivelmente serão entregues na Sextafeira para começarem a leccionar. de acordo com a directora nacional dos recursos humanos do Ministério da Educação, Laudimira de Sousa, o atraso deve-se a razões técnicas


Os candidatos admitidos no último concurso público do sector da Educação na província de Luanda ainda não receberam as guias. A directora nacional dos recursos humanos do Ministério da Educação, Laudimira de Sousa, disse que, por norma, apenas emitem as guias depois da inserção no sistema financeiro, e este processo é moroso. “A inserção é feita uma por uma, e são 2650 professores nesta condição, só na província de Luanda. Então, os candidatos devem ficar descansados, pois todos receberão as respectivas guias”, disse.

Garantiu que tão-logo termine a fase de inserção, serão emitidas as guias, embora de momento encontrem algumas dificuldades, “Temos nos deparado com situações de várias naturezas, como de IBAN, de NIF, ou porque o agente já é da função pública e não pode voltar a ser inserido. Mas até Sexta- feira desta semana a situação será resolvida”. Quanto à carga horária dos professores, que foi aumentada, explicou que o Decreto 160/018 de 03 de Junho é claro. É um documento que existe desde 2012 e apenas foi aprovado em 2018, mas que teve o envolvimento dos vários sectores na sua discussão.

Os professores do I Ciclo tinham mais carga horária em relação aos professores do II Ciclo, em contrapartida, havia docentes que eram obrigados a trabalhar todos os dias úteis, enquanto outros apenas duas ou uma vez por semana. Tanto o que trabalhava todos os dias quanto o que trabalhava duas ou uma vez por semana ganhavam o mesmo salário, para além de terem praticamente a mesma formação académica. De acordo com Laudimira de Sousa, a situação vivida anteriormente implicaria recrutar mais recursos humanos, e com as dificuldades económicas que o país está a passar, não é possível.

“Se estivéssemos em boas condições estaríamos a recrutar 60 mil professores em todo o país, mas foi-nos permitido apenas 20 mil”. Assim, a entrevista considera o aumento da carga horária como um reajuste que tem respaldo legal. Sobre a preocupação apresentada por 38 professores do II Ciclo aprovados no concurso e não convocados por limitações de vagas, uns já foram chamados para cobrir vagas de desistentes. “Nós precisamos de funcionários a trabalhar, temos quatro grandes escolas novas por arrancar, com mais de 30 salas. Os professores vão trabalhar, são apenas questões técnicas que fizeram com que as guias não saíssem até ao momento”, reforçou, Laudimira de Sousa.

O País

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

‘Ensino Geral’ regressa com dois manuais diferentes

‘Ensino Geral’ regressa com dois manuais diferentes




Este ano estreiam os novos manuais do préescolar e Ensino Primário que coabitarão na mesma sala com os antigos. No mercado paralelo é notória a venda ilegal de manuais de distribuição gratuita, algo sobre o que o SINPrOF imputa responsabilidade ao MEd, por alegada chegada tardia (e em número reduzido) dos mesmos. O acto central da abertura do ano lectivo acontece, hoje, na província de Cabinda

Crianças, adolescentes e jovens voltam a circular trajados de batas brancas pelas escolas e ruas de todo o país com a abertura do ano lectivo 2019, numa altura em que o sector da Educação viu ser subida a sua fatia no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 6%. O valor representa uma subida em 2%, comparativamente aos 4% concedidos em 2018.Apesar deste ligeiro aumento, Angola continua distante de atingir a meta estabelecida pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), de que é membro, que estipula o mínimo de 10% do total do Orçamento para cada área social. O orçamento feito pelo Governo estabeleceu o preço de referência de 68 dólares por barril de petróleo. Entretanto, não se sabe se com a intenção de se rever este OGE as verbas alocadas para a Educação serão ou não diminuídas.

Dois manuais na sala Para este ano, as salas de aulas da iniciação e do Ensino Primário (1ª a 6ª classe) funcionarão com dois manuais diferentes, um da Reforma Educativa introduzido em 2004 e outro que foi apresentado em Dezembro pelo Ministério da Educação (MED). Apesar de alguns pedagogos considerarem antipedagógico a coabitação de manuais diferentes na sala de aula, o Ministério da Educação (MED) garante que os professores estão treinados para terem êxito na medida e não haverá implicações negativas no processo de ensino e aprendizagem. São no total 37% dos manuais actualizados que contêm alterações de erros ortográficos, datas de acontecimentos históricos falsos e outras insuficiências, contra o grosso dos livros livros antigos a serem utilizados pelas crianças que representam 63%. Deste modo, haverá nas salas de aulas alunos com manuais novos e outros que continuarão a usar os que contêm erros e insuficiências.

Venda na rua continua

Os manuais escolares, de distribuição gratuita, continuam a ser comercializados nas ruas de Luanda, uma actividade ilícita que os vários organismos da fiscalização do Estado se propuseram a combater em diversas ocasiões. Esta semana, o OPAÍS constatou este cenário na Avenida Comandante Van-Dúnem ‘Loy’, propriamente no Golf 2, em que estes materiais estão a ser vendidos à vista de toda a gente. Os arredores do mercado São Paulo são um dos principais pontos de venda de manuais escolares, mas com a “Operação Resgate”, os revendedores mudaram de táctica e deixaram de os exibir ou colocar nas bancadas.

Os materiais ficam armazenados num local secreto, longe dos holofotes das autoridades e a estratégia consiste em perguntar ao cliente se está interessado em comprar livros e de que disciplina e classe. Caso a pessoa manifeste a intenção no negócio, o vendedor traz os materiais dentro de um saco, recebe o dinheiro e o cliente confirma se a encomenda está completa. Os revendedores do sector paralelo não aceitam ser identificados nem dizem onde e como adquirem os livros, pois não pretendem estragar o negócio, mas garantem que são fornecidos por pessoas ligadas ao sistema de ensino. Os encarregados, por sua vez, argumentam que só adquirem na rua porque as escolas não fornecem os livros aos seus educandos.

Extinção dos IMNE

O ano lectivo que hoje começa fica também marcado pela extinção das escolas médias de formação de professores, antigos INME, pois o Governo pretende terminar com o recrutamento de técnicos deste nível de ensino para o sector. O director Nacional de Formação de Quadros do MEd, Isaac Paxe, disse que esta é uma orientação da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), de que Angola é membro. Tendo em conta a orientação da UNESCO e o número de quadros superiores que o país tem formado, gradualmente o MEd vai inserir no seu sistema apenas professores licenciados. Em Luanda, por exemplo, deixam de funcionar três Magistérios, com destaque para a Escola de Formação de professores “Garcia Neto”, António Jacinto e o Magistério Primário que será transformado num centro especializado para atender a uma agenda da União Africana. Isaac Paxe disse que, nas outras províncias, caberá aos seus governos darem destino às instituições encerradas.

Apenas 30% dos wc funcionam

Um estudo realizado nas 18 províncias do país por técnicos do Ministério da Educação com apoio do Banco Mundial, divulgado em Maio, indica que apenas 30% das instalações sanitárias das escolas do país funcionam. No estudo a que OPAíS teve acesso, que teve como amostra 554 escolas, vem indicado que no universo de instituições só 60% apresentam sanitários, todavia, apenas metade está em condições de ser usada pelos alunos. A limpeza nos wc, funcionalidade e a acessibilidade, são alguns dos critérios levados em consideração pelos investigadores, que concluíram haver assimetrias sociais entre as áreas urbanas, periurbanas e rurais, sendo esta última a mais afectada no que tange a falta desta infra-estrutura. Quanto à disponibilidade de água, o estudo indica que a maioria das crianças não tem este líquido para lavar as mãos depois de fazer as suas necessidades, estando a disponibilidade restringida igualmente a uns escassos 30% das escolas.



SINPROF-“Tempo de serviço será a batalha deste ano”

O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), Guilherme Silva, disse que o ano lectivo que hoje começa será de muitas batalhas para a organização que representa, sendo o principal deles o tempo de serviço que não contou no novo reajuste salarial feito pelo Executivo


Guilherme Silva disse que, caso não se reveja o tempo de serviço, pode-se criar um mal-estar na classe docente e contribuir negativamente para o êxito deste ano lectivo. A progressão na carreira está congelada há mais de 10 anos, sendo que a última foi em 2008. Sobre os reajustes salariais na função pública, o SINPROF reconhece que será um elemento motivacional para os mais de 55 mil professores que evoluíram no seu perfil académico. Todavia, entende que o Executivo de João Lourenço quer fazer perceber que os professores terão salários chorudos, o que, do ponto de vista deste líder sindical, não corresponde à verdade.

Na prática, acrescenta o líder sindical, terá poucos efeitos na vida dos professores, pelo facto de estes reajustes estarem a ser acompanhados pelo aumento da cesta básica e outros impostos. Para o êxito do presente ano lectivo e o aumento da qualidade de ensino, Guilherme Silva espera que as salas não estejam muito cheias e se consiga atingir o estipulado de 35 alunos por turma. O SINPROF responsabiliza o MED pela venda ilegal de manuais de distribuição gratuita nas ruas, por alegada chegada tardia às escolas e em número reduzido

Mudar directores de escolas

No entender do SINPROF, no novo ano lectivo devem ser deixados de fora os vícios do passado, apontando como exemplo a não rotatividade dos gestores escolares que, segundo Guilherme Silva, estão, muitos deles, na função há mais de 20 anos e foram acumulando práticas que atentam contra a idoneidade do ensino. “Há gestores que não dialogam e maltratam os professores. Será que já não existe pessoas capacitadas para gerir e termos alguém por 20 anos no cargo?”, questiona, acrescentando que a rotatividade gera evolução. Sobre os professores que entram em funções este ano, o SINPROF pede ao Ministério da tutela que faça uma investigação em virtude de uma denúncia de candidatos admitidos, particularmente nas províncias do Cuanza-Sul e Namibe, sobre alegadas cobranças para obtenção de vistos do Tribunal de Contas. Se a medida for legal, Guilherme Silva pede ao Ministério que faça sair um comunicado por intermédio dos órgãos de comunicação social.

OPAIS

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Instituto lucrécio dos Santos promete profissionais aptos para o mercado de trabalho

Instituto lucrécio dos Santos promete profissionais aptos para o mercado de trabalho


Começou o corre-corre por vagas, uma praxe no início de cada ano lectivo. Entretanto, no bairro Zango III está o Instituto Técnico Profissional lucrécio dos Santos (lS) a acenar a todos e a assegurar que no final os seus formados estarão aptos e habilitados para o mercado de trabalho

São no total quatro cursos que duram quatro anos lectivos (10ª a 13ª classes): Eletromecânica, Energias Renováveis, Energia e Instalações Eléctricas e o curso de Gestão de Redes e Sistemas Informáticos. Segundo o administrador do Instituto Lucrécio dos Santos (LS), Alberto Amorim, o grande diferencial da sua instituição reside no facto de a escola estar preparada e equipada com “o instrumental e equipamentos capazes de poder suscitar explicação concreta de como é que as coisas funcionam”. Este diferencial são os seus laboratórios bem equipados com tecnologia de ponta e as oficinas que garantem mostrar aos alunos tudo quanto se aborda em teoria na sala de aulas.

O corpo docente é outro valor acrescido, atendendo que o suporte de todos os cursos são disciplinas eminentemente técnicas. Entretanto, com faro e paciência foi possível constituir um corpo docente baseado em bons talentos formados recentemente na escola angolana. Segundo o administrador, são professores encontrados através da “pesca à linha e não por arrasto”. São apenas 28 membros e o director considera o melhor que podia encontrar no mercado angolano.

Conscientes das deficiências genéricas que o aluno angolano trás até à 9ª classe, o Lucrécio dos Santos promove uma espécie de “revisão à entrada” no início do curso, na 10ª classe. Em simultâneo é promovida uma espécie de adaptação à escola. Aberto Amorim chamou a esta etapa de adaptação uma espécie de “marcha atrás” e o trabalho tem sido difícil, mas ao fim do primeiro ano os resultados são animadores. Dos 340 estudantes matriculados no ano passado, mais de 80% teve aproveitamento positivo.

Em 2019 as expectativas apontam para a entrada de um número ligeiramente superior. Espera-se que entrem qualquer coisa como o dobro de alunos do ano anterior, aliás, o alargamento a mais um turno (noite) pode vir a facilitar a entrada de 600 a 650 novos estudantes.
emprego garantido Segundo Alberto Amorim, o mercado de trabalho angolano está ávido por quadros bem formados.

O Plano Nacional de Formação de Quadros mostra indicadores que revelam onde estão as carências profissionais no nosso mercado. Todos os cursos do Lucrécio dos Santos inserem-se nas áreas em que o mercado está deficitário, ou mesmo carente, pelo que ao fim dos quatro anos de formação, acrescidos do garantido estágio profissional que a escola vai assegurar, os estudantes do instituto serão imediatamente absorvidos pelos empregadores.

Neste momento a escola procura estabelecer parcerias com empresas que vão receber estudantes para estágio curricular. Existem alguns protocolos assinados e até que os primeiros alunos cheguem à fase de estágio e a esperança é de que existam compromissos consolidados com empresas públicas e privadas disponiveis a receber os estudantes.

Feitos dos alunos

O primeiro grande louro de que a escola se pode vangloriar é a atitude. Os estudantes do Lucrécio dos Santos, segundo o administrador da instituição, são de alto grau de disciplina e espírito integrador no ambiente escolar. “São alunos muito disciplinados e que, felizmente, não copiam”, asseverou Alberto Amorim, esperançoso de que assim se mantenham os antigos e que contagiem os que ingressam no presente ano lectivo.

No ano passado, aquele colectivo de estudantes conquistou outros louros, como, por exemplo, os bons resultados nos Sábados Académicos a nível comunal e municipal, de onde regressaram com troféus nos concursos de Língua Portuguesa e Matemática.

Na mesma senda realizaram trabalhos práticos em todas áreas ministradas na escola e levaramnos à mostra da associação Nacional do Ensino Privado (ANEP) e conquistaram o prémio de “Melhor Trabalho Tecnológico”. “São medalhas que muito nos animam. As vitórias são dos alunos. Se tivermos alunos que triunfam, temos uma escola reconhecida”, comentou o responsável.

Um jovem engenheiro na liderança Adilson Pedro Santana, formado em Engenharia Eletromecânica, deixou o trabalho numa petrolífera para se juntar ao corpo docente do Lucrécio dos Santos, onde começou como docente depois de ter sido recomendado por um seu antigo professor.

Adilson esteve antes associado ao Instituto Médio Industrial de Luanda, onde exerceu funções de professor orientador ministrando as cadeiras de Máquinas Eléctricas e Instalações Eléctricas. Passou pelo teste do Instituto Lucrécio dos Santos e iniciou funções no ano passado. Rapidamente chegou a coordenador do Curso de Energias Renováveis em que ficou apenas 2 meses na cadeira e logo foi chamado para a função de director pedagógico.

A vida na instituição não é um mar de rosas, mas com metodologia de grupo tem sabido conduzir o barco a bom porto contando sempre com a prestimosa ajuda da administração.

“Damos graça a que os estudantes mostraram disciplina e muita vontade de virem a ser bons profissionais. Ao longo do ano não registamos indisciplina grave, excepto as querelas decorrentes da própria idade. Estamos satisfeitos”, revelou Adilson. Está feliz nas suas novas funções e promete fazer o melhor que as suas forças e aptidões lhe permitirem para ajudar o ambicioso projecto do Instituto Lucrécio dos Santos.

O País
ministério do Ensino Superior autoriza finalistas do ISCED/Huíla a leccionar

ministério do Ensino Superior autoriza finalistas do ISCED/Huíla a leccionar



O objectivo é o de colmatar a falta de professores na província da Huíla, que no último ano lectivo deixou mais de 100 mil crianças em idade escolar fora do sistema normal de ensino. Em entrevista a OPAÍS, o director-geral do Instituto Superior de Ciências da Educação(ISCED/ Huíla), José Luís Alexandre, informou que o ingresso dos finalistas da instituição que dirige visa colmatar vagas de professores, com base num acordo que será firmado brevemente entre o Ministério do Ensino Superior Ciências e Tecnologias e o Gabinete Provincial da Educação.

José Luís Alexandre informou que o Ministério do Ensino Superior Ciências e Tecnologia e Inovação, já respondeu de forma positiva à solicitação que lhe foi feita pelo ISCED/Huíla e os novos docentes começam a leccionar a partir deste mês de Fevereiro. Disse que os novos professores são finalistas do ano académico passado e serão submetidos a um estágio de um ano no âmbito dos trabalhos de fim-de-curso.

“Estamos apenas à espera de um documento da parte do Ministério de tutela para que oficialize o referido estágio”, mas que não será remunerado, pelo facto de o mesmo inserir-se no programa curricular daquela instituição do ensino superior.

A ideia é a de contribuir para a redução do número de crianças em idade escolar que ainda se encontram fora do sistema normal de ensino em toda a província da Huíla, que conta com 14 municípios, sendo o mais recente o de Cacula. “Vamos acertar com o Gabinete Provincial da Educação, para termos o número exacto das escolas que precisam de professores e de que disciplinas para podermos, então, direcionar os estudantes finalistas”, afirmou José Alexandre.

Esclareceu que o estágio faz parte da defesa de monografia, já que o mesmo se enquadra na grelha curricular do ISCED. Este processo será feito em todos os anos lectivos, para que os estudantes do Instituto Superior de Ciências de Educação possam aprender em ambiente escolar a sua profissão.

Esta medida, de acordo com o entrevistado, vai fazer com que os estudantes aprendam em ambiente escolar a compreender melhor o que encontrarão no futuro. Este estágio permitirá, também, que o estudante seja acompanhado por um outro professor experimentado e pelo director da escola onde estiver colocado, e no fim do ano deverá apresentar um relatório.

Durante o ano lectivo passado, mais de 100 mil crianças em idade escolar ficaram fora do sistema normal de ensino em toda a província da Huíla, devido à falta de salas de aulas e de professores, segundo dados oficiais do Gabinete Provincial da Educação da Huíla.

O País