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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Hospital do Kapalanga sem água potável há seis meses devido ao "garimpo" na conduta pelos vizinhos

Hospital do Kapalanga sem água potável há seis meses devido ao "garimpo" na conduta pelos vizinhos


Foto: DR/Arquivo

O Hospital Municipal do Kapalanga está sem água há seis meses porque os moradores nas imediações fizeram centenas de ligações "pirata", impedindo o fluxo normal para esta unidade de saúde essencial para milhares de pessoas que habitam em Viana, Luanda.

A informação foi avançada pelo director-geral do Hospital de Kapalanga, Luís Domingos, explicando ainda que o fornecimento de água é agora feito diariamente por camiões cisternas com o apoio da administração municipal de Viana e parceiros, mas assegura que o abastecimento não é suficiente para as necessidades que o hospital tem.

"Para o funcionamento normal do Hospital Municipal do Kapalanga precisamos diariamente de mais de 300 mil litros de água. Recebemos diariamente da administração municipal de Viana e parceiros 170 mil litros, o que não cobre um dia sequer", disse Luís Domingos.

Segundo o director-geral do Hospital Municipal do Kapalanga, esta situação cria muitos transtornos no funcionamento da unidade, uma vez que quase toda a água abastecida pelos camiões cisternas ao hospital é consumida pela lavandaria.

Luís Domingos salientou que há cerca de seis meses que o hospital deixou de receber água de rede pública porque a conduta que abastece o hospital foi vandalizada no seu percurso por vários moradores que fizeram ligações anárquicas.

"Antes da vandalização, o hospital recebia a água de forma normal e não tínhamos os problemas que vivemos hoje, até porque a unidade não recebe água mas nos arredores há água corrente", explicou.

De acordo com este responsável, apesar de estar a ajudar a pouca água que recebem da administração de Viana e parceiros, o laboratório do hospital trabalha com limitações, porque precisa mesmo da água corrente nas 24 horas do dia.

No entanto, alguns pacientes e acompanhantes que se deslocam à unidade hospitalar, dizem que há falta de higiene nas casas de banho devido à carência de água corrente.

"Por falta de água nas casas de banho, muitos pacientes não encontram alternativa para as necessidades fisiológicas e acabam por fazê-las em sacos plástico e em baldes", disse ao Novo Jornal sob anonimato um técnico de saúde daquele hospital.

Sobre o assunto, a administração municipal de Viana, assim como a Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) mas não teve resposta das duas instituições.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Malária matou mais de 2.500 pessoas em Angola durante o primeiro trimestre deste ano

Malária matou mais de 2.500 pessoas em Angola durante o primeiro trimestre deste ano


O difícil combate à malária em Angola | Angola | DW | 12.03.2014


Angola registou, no primeiro trimestre deste ano, 2.548 óbitos por malária, a principal causa de morte no país, num total de dois milhões de casos, mais 467 vítimas mortais face ao mesmo período de 2019, foi hoje anunciado.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Luta contra a Malária, José Martins, de janeiro a março deste ano foram registados 2.065.673 casos e 2.548 óbitos, números que não considerou preocupantes.

José Martins disse, em declarações à Rádio Nacional de Angola, que se registaram mais 190.398 casos comparativamente a 2019 e acrescentou que existe um plano estratégico, durante a pandemia da covid-19, onde estão definidas todas as componentes operacionais.

Segundo o responsável, a estratégia consubstancia-se sobretudo na ação preventiva, nomeadamente com a pulverização intra e extra domiciliar, a distribuição de mosquiteiros e a administração de tratamento intermitente preventivo contra a malária às mulheres grávidas.

“Nesse preciso momento não há roturas relativamente a esta componente em particular. Estão a ser distribuídos testes rápidos para criar condições de testagem em tempo oportuno e também de tratamentos para a malária grave, que é o que as províncias têm vindo a solicitar”, referiu.

A malária é a principal causa de morte em Angola, bem como de absentismo escolar e laboral e de internamentos em hospitais.



segunda-feira, 11 de maio de 2020

Lista de sintomas do novo coronavírus aumenta a cada semana

Lista de sintomas do novo coronavírus aumenta a cada semana





Da cabeça à ponta dos pés, passando pelos pulmões ou os rins. A lista de sintomas provocados pelo novo coronavírus aumenta a cada semana e poucos órgãos parecem a salvo da doença, com formas que variam de benignas a muito graves.

Em três meses, o que começou como uma gripe clássica se transformou em um catálogo de síndromes que em suas formas mais graves ativam as já famosas “tempestades de citocinas”, uma aceleração da reação imunológica que pode levar à morte.

Não é raro que um vírus provoque tantas manifestações, mas alguns sintomas da SARS-CoV-2, como a perda de olfato ou a formação de coágulos sanguíneos parecem muito específicos desta epidemia.

“A maioria dos vírus podem prejudicar o tecido onde se reproduzem ou provocar danos colaterais do sistema imunológico que combate as infecções”, explica Jeremy Rossman, virologista da universidade britânica de Kent.

Os médicos suspeitam que a COVID-19 é responsável pela hospitalização de dezenas de crianças em Nova York, Londres e Paris que apresentam quadros inflamatórios “multissistêmicos” raros, que se assemelham a uma forma atípica da doença de Kawasaki ou uma síndrome de choque tóxico, que ataca as paredes das artérias e pode provocar uma falência dos órgãos.


Dezenas de estudos médicos descrevem outras consequências potencialmente letais da doença, como acidentes vasculares cerebrais e problemas cardíacos.
Os cientistas da Universidade de Medicina de Nanjing (China) reportaram casos de pacientes que desenvolveram complicações urinárias e problemas renais agudos.
Também observaram alterações nos hormônios sexuais masculinos, motivo pelo qual aconselham os jovens que desejam ter filhos que consultem um médico após a recuperação.


– “Desconfiar de quase tudo” –

O leque de sintomas é único? Não necessariamente. “Em uma doença corrente, as complicações, mesmo que raras, também acontecem”, explica à AFP Babak Javid, especialista em doenças infecciosas do centro hospitalar universitário de Cambridge.

Mais de quatro milhões de casos foram declarados no mundo, mas o verdadeiro número de infecções pode ser “de dezenas ou inclusive centenas de milhões”, de acordo com Javid. “Se uma pessoa em cada mil, ou inclusive uma a cada 10.000, desenvolve complicações, isto significa realmente milhares de pessoas”.

Os médicos generalistas, na frente de batalha, foram os primeiros a tentar descobrir os esquemas da evolução da epidemia.

“Nos afirmaram em um primeiro momento: febre, dor de cabeça, tosse. Depois adicionaram o nariz com coriza, a garganta que arranha. Depois, alguns sintomas digestivos: diarreia, dor de estômago”, afirma Sylvie Monnoye, médica de família em Paris.

Depois as dores na caixa torácica, a perda do paladar e do olfato, problemas de pele como urticária ou frieira nos dedos dos pés, problemas neurológicos… “Começamos a pensar que era necessário desconfiar de quase tudo” comenta a doutora Monnoye.

– Lentidão das autoridades de saúde –

Um relatório do Centro de Prevenção e Luta contra as Doenças (CDC) dos Estados Unidos analisou os sintomas de 2.591 pacientes hospitalizados entre 1 de março e 1 de maio.

Quase 75% dos pacientes apresentaram calafrios, febre e/ou tosse, e quase todos dificuldades respiratórias, os sintomas mais comuns do novo coronavírus.

Quase um terço reclamou de cãibras, o mesmo percentual de diarreia; 25% de náuseas ou vômitos. Quase 18% tinham dores de cabeça, de 10 a 15% tinham problemas pulmonares ou abdominais, nariz escorrendo, dores de garganta.
Até o fim de abril, o CDC havia enumerado apenas três sintomas: tosse, febre e dificuldades respiratórias. O site oficial foi atualizado desde então, mas adicionou apenas os calafrios, cãibras, dor de cabeça e perda de olfato. As autoridades francesas fizeram o mesmo no início de maio.


– Coágulos sanguíneos, falhas renais –


A perda do olfato (anosmia) e do paladar (ageusia) foi reportada por 3,5% dos pacientes do estudo do CDC, mas os especialistas acreditam que estes sintomas são mais extensos entre os casos menos graves.

A anosmia e a ageusia acontecem raramente com outros vírus. O mesmo ocorre com os coágulos sanguíneos, que os estudos vinculam com problemas cardíacos, trombose hepáticas, embolias pulmonares e lesões cerebrais nos pacientes de COVID-19.

“Quando um paciente de COVID-19 está muito afetado, pode ter problemas de coágulos sanguíneos, que são muito mais frequentes que com outros vírus”, segundo Babak Javid, que conclui: “Comparado com a gripe, há muito mais probabilidades de estar grave e de morrer”.


AFP

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Vírus de Wuhan: Epidemia começa a regredir na China - Covid-19 está a ser derrotado no maior esforço global feito para controlar o contágio por um vírus

Vírus de Wuhan: Epidemia começa a regredir na China - Covid-19 está a ser derrotado no maior esforço global feito para controlar o contágio por um vírus




Foto: DR RB


Apesar de o número de mortos e de infectados estar a subir, a média de novos casos diários de contágios e de fatalidades por causa da epidemia de coronavírus, que desde Dezembro afecta a China e se está a espalhar ao resto do mundo, têm vindo a diminuir há cerca de uma semana e, nos últimos dois dias, esse decréscimo tem-se acentuado.

De acordo com os dados actualizados ao final do dia de Domingo, o Covid-19 já fez 1.770 mortos, 105 nas últimas 24 horas, e mais de 70 mil infectados, sendo que destes, apenas cerca de 400 foram diagnosticados fora da China continental, com registo de três mortos além-fronteiras do país onde a epidemia teve início.

Desde que este vírus, da família dos coronavírus, que são conhecidos da ciência desde a década de 1960 mas nenhum com a capacidade de contágio revelada por este COvid-19, como foi designado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), foi detectado na cidade de Whuan, província de Hubei, no centro da China, os organismos internacionais de controlo e monitorização de epidemias perceberam que a humanidade estava a enfrentar um inimigo temível, tendo sido tomadas medidas draconianas em todo o lado, mas com especial sublinhado para o gigante asiático.

Cidades com milhões de habitantes, como Wuhan, com 11 milhões, e outras em Hubei, foram colocadas sob rígidas quarentenas, centenas de milhões de pessoas foram impedidas de se deslocarem interna e externamente, o que coincidiu com os festejos do Ano Novo lunar chinês, a maior migração não forçada em todo o mundo, fronteiras fechadas, centenas de estrangeiros retirados pelos seus países da China, são algumas das medidas draconianas aplicadas pelas autoridades de Pequim que agora começam a dar resultados palpáveis.

Essas mesmas medidas permitiram, por exemplo, que o continente africano só tenha, até hoje, visto confirmado um único caso, no Egipto, na semana passada, embora a OMS-África tenha feito várias chamadas de atenção para o facto de ser neste continente que estava concentrada boa parte das preocupações desta agência da ONU.

Isso, por causa dos fragilizados dos sistemas de saúde da maior parte dos países africanos, por causa das importantes comunidades chinesas existentes em países como Angola e dezenas de outros, e porque, com a capacidade anormal de contágio deste Covid-19, a existência de cidades com milhões de pessoas a viverem em bairros com fracas condições sanitárias, a par de escassa capacidade de resposta das suas unidades hospitalares, constituía - e ainda assim é - um perigo real de um único surto ter consequências devastadoras e de grande dificuldade de controlo.

Esta realidade, a ausência de casos em África, não pode ser, igualmente, deslocada do facto de a maior parte dos países terem implementado as medidas aconselhadas pela OMS, como a criação de espaços para acolher, em quarentenas controladas, pessoas oriundas das cidades chinesas de maior exposição ao coronavírus, de terem sido instaladas equipas de controlo primário à entrada nos países, como é disso exemplo o Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, que se revelaram, pelo menos até agora, eficazes.

O mesmo aconteceu no resto do mundo, com centenas de pessoas colocadas sob estritas quarentenas, de Portugal ao Brasil, da Tailândia à Austrália..., fronteiras com a China fechadas, como fez a Rússia, navios de cruzeiro impedidos de aportar, apesar de casos de contágios declarados a bordo, foram, e são-no ainda, exemplos do pânico que tomou conta de quase todo o mundo.

E não é para menos. Este Covid-19 tem um potencial de contágio muito superior aos responsáveis por epidemias anteriores, como a do SARS (Síndrome Respiratório Agude Grave), que em 2002 e 2003, também com início na China, fez mais de 700 mortos e cerca de 8 mil casos.

A taxa de mortalidade do Covid-19 é de cerca de 2.2 no mundo, subindo para 2,3 a 2,4 em Hubei, quando o SARS tinha uma taxa de morte quase de 10 por cento (9,7%), sendo a diferença dramática o potencial de contágio do responsável pelo actual surto epidémico, o que leva alguns cientistas a admitir que o risco ainda não acabou, apesar das boas notícias, visto que uma ligeira mutação no vírus, ode ter um impacto brutal, especialmente se essa mutação lhe conferir mais letalidade.

Mas as boas notícias estão aí, permitindo à comunidade que em todo o mundo procura uma solução para este problema, com os números a serem claros: Hoje foram registados 115 novos casos na China fora de Hubei, quando há uma semana era de 450 diários;

Este declínio é, em parte, fruto das medidas em curso aplicadas pelas autoridades chinesas, por ordem directa do Partido Comunista, nomeadamente a obrigatoriedade de todos aqueles que deixam as localidades que estiveram sob quarentena, especialmente em Pequim, são forçados a ficarem em casa durante 14 dias, tempo de incubação do vírus.

Isto permite hoje afirmar, segundo relatam os media chineses, que o problema começa a estar circunscritos à província de Hubei, com mais 2.000 casos reportados hoje referentes às últimas 24 horas, o que Pequim entende como sendo um sinal claro de que a epidemia começa a estar sob controlo.

Isto, apesar de a OMS manter que ainda é cedo para gritar vitória, visto que ainda não se pode dizer com certeza qual a trajectória que a epidemia vai tomar nem se, com o aproximar do final do Inverno chinês, a regressão de novos casos vá aumentar, como as autoridades sanitárias dizem ser quase certo.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

China: Número de mortos vítimas do novo coronavírus sobe para 908

China: Número de mortos vítimas do novo coronavírus sobe para 908





O número de mortos na China continental devido ao novo coronavírus aumentou hoje para 908, mais 97 do que no domingo, informaram as autoridades. Segundo os números divulgados pela Comissão Nacional de Saúde da China, são agora 40.171 as pessoas infectadas no país.

Segundo os números divulgados pela Comissão Nacional de Saúde da China, são agora 40.171 as pessoas infectadas no país. Um aumento de 97 mortes indica um recrudescimento de casos do novo vírus, 2019-nCoV, depois de ter havido uma quebra no dia anterior.

A mesma fonte precisou que até à meia noite local (17:00 de domingo em Luanda) contavam-se 6.484 casos graves e que 3.281 tiveram alta, depois de se curarem da doença, que começou no final de 2019 na cidade de Wuhan, na província central de Hubei.
Até agora a Comissão, disse, fez o seguimento médico a 399.487 pessoas que tiveram contacto próximo com os infectados, dos quais 187.518 continuam em observação.
Na última contagem, anunciada na manhã de domingo, o número de mortes na China continental era de 811, a que se somavam mais duas mortes fora da China continental, um nas Filipinas e outro em Hong Kong.
Esse balanço já ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infecção confirmados em mais de 20 países. A França fechou duas escolas depois de cinco visitantes britânicos terem contraído o vírus numa estância de esqui e também foram detectados novos casos em países como Espanha, Reino Unido, Japão, Malásia, Coreia do Sul ou Vietname. Ao todo já foram registados mais de 360 casos fora da China continental.