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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Mais de mil e 600 diamantes apreendidos em Malanje

Mais de mil e 600 diamantes apreendidos em Malanje



MILHARES DE DIAMANTE APREENDIDOS NA OPERAÇÃO TRANSPARÊNCIA | FOTO: FRANCISCO MIÚDO

INSTRUMENTOS UTILIZADOS PARA GARIMPO DE DIAMANTES APREENDIDOS | FOTO: HENRI CELSO

A informação foi passada pelo porta-voz da operação, comissário António José Bernardo, em conferência de imprensa, referindo que foram igualmente apreendidas na província, 20 viaturas de marcas diversas e sete motorizadas, para além de vários meios usados no garimpo de diamantes, com realce para nove dragas, 17 contentores contendo meios diversos, 23 motobombas e 13 cofres.


Segundo o responsável, consta ainda dos meios apreendidos, 12 pás e igual número de balanças, 18 fatos de mergulho, 16 coletes salva-vidas, sete geradores, entre outros bens.

Enquanto isso, explicou, foram ainda encerradas duas cooperativas de exploração de diamantes, nos municípios de Cahombo e Quela e detidos 175 cidadãos estrangeiros ilegais, dos quais 167 da República Democrática do Congo, dois da Serra Leoa, enquanto a Líbia, Costa do Marfim, Guiné Conacri, Mauritânia e África do Sul, com um cidadão cada.

A operação transparência, que na sua fase primária está a ser realizada simultaneamente nas províncias do Uíge, Lunda Norte, Lunda Sul, Cuanza Sul, Bié, Moxico e Cuando Cubango, tem por finalidade o combate à imigração ilegal, exploração e tráfico ilícito de diamantes, no país.

Com término previsto para o ano de 2020, a Operação Transparência vai abranger faseadamente as demais província do país.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

LAÚCA PRODUZ ABAIXO DE 50% DA SUA CAPACIDADE

LAÚCA PRODUZ ABAIXO DE 50% DA SUA CAPACIDADE

O aproveitamento Hidro-eléctrico situado entre Malanje e Cuanza-Norte vai abastecer Luanda e as regiões Centro e Sul do país, cujas linhas de transporte já estão em construção. No entanto, um ano depois da sua abertura oficial, o aproveiramento produz menos de 50% da sua capacidade instalada
Resultado de imagem para Aproveitamento LAUCA
A barragem de Laúca, inaugurado a 04 de Agosto de 2017, produziu até agora 40, 6 por cento da sua capacidade anual ao atingir 3,5 milhões de MWh, quando as projecções apontam para 8,6 milhões de MWh/ ano, quando estiver concluída. Com capacidade instalada total de dois mil e 70 MW, Laúca funciona actualmente com duas das seis turbinas de 334 megawatts.
O início da exploração comercial da barragem de Laúca permitiu a redução do consumo de combustíveis fósseis, sendo 55% de produção térmica do país. A barragem permitiu mais estabilidade na produção de energia, 94% de redução nos black-outs do sistema Eléctrico Norte, comparativamente, de Agosto de 2016 a Julho de 2017 (pré-Laúca) e Agosto de 2017 a Julho de 2018 (pós Laúca).
O Aproveitamento Hidro-eléctrico (AH) Laúca é o líder nacional de produção de energia, que corresponde a 40% de toda a produção hídrica do Sistema Norte e garante mais estabilidade ao sistema eléctrico nacional. Após a entrada em operação de Laúca, Angola alcançou o fim das restrições pelo défice na produção de energia para atendimento ao Sistema Eléctrico Norte, atendendo aos locais onde há pontos para distribuição de energia.
O enchimento da albufeira de Laúca, concluído em Abril de 2018, representa um recorde absoluto de stock de energia na história de Angola, pelo facto de o stock de energia ser equivalente à cascata do Rio Kwanza: 1,7 milhão de MWh (albufeira de Capanda cheia sem as turbinas de Laúca) 7,8 milhão de MWh (albufeiras de Capanda e Laúca cheias com as turbinas de Laúca). Disponibilidade de classe mundial, o AH Laúca atingiu um índice de disponibilidade acumulado de 99,64% entre os meses de Janeiro e Julho de 2018, valor acima das referências internacionais para centrais do mesmo porte (tendo como referência MME Brasil: 96,88%).
O Índice de Disponibilidade corresponde ao tempo operacional dos equipamentos e sistemas da central sem interrupções para ajustes ou reparos, reforçando o alto grau de confiabilidade e eficiência.
As operações e manutenção do AH Laúca são realizadas de maneira conjunta pela PRODEL-EP e pela Odebrecht, através de uma formação especializada e com o aporte de experiências de outras centrais de grande porte a nível internacional. Este processo conjunto tem a duração de 3 anos e já conta com uma equipa de 84 técnicos formados e preparados para realizar a operação e manutenção de outras centrais hidro-eléctricas do país.
A construção do complexo de Laúca compreendeu o desvio do rio, em Junho de 2012, a construção do corpo da barragem que tem 156 metros de altura (o equivalente a um edifício de 54 andares), capaz de armazenar mais de seis milhões de hectómetros cúbicos de água.
Foram também feitas escavações de túneis, numa extensão de cerca de 21 quilómetros e construída uma central com dois mil e 70 megawatts. Esta maior obra de engenharia civil hidro-eléctrica do país é um investimento do Estado angolano, avaliado em 4,5 mil milhões de dólares norte-americanos, e constitui mais do que o dobro da maior barragem em funcionamento, a de Cambambe, com 960 megawatts.
O aproveitamento de Laúca, um projecto estruturante do sector eléctrico, inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento (20122017), vai debitar ao sistema eléctrico nacional dois mil e 70 megawatts, dos quais dois mil e quatro megawatts da central e 65 MW da central ecológica.