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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Cansado de esperar por asilo, migrantes de caravanas violam a fronteira dos EUA

Cansado de esperar por asilo, migrantes de caravanas violam a fronteira dos EUA


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Desde meados de outubro, milhares de centro-americanos, a maioria de Honduras, viajaram para o norte através do México em direção aos Estados Unidos em uma caravana, alguns caminhando a maior parte da longa jornada.
O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu impedir a entrada dos imigrantes, enviando tropas para reforçar a fronteira e tentando uma mudança processual, até agora negada pelos tribunais, para exigir que os requerentes de asilo permaneçam no México enquanto seus casos são ouvidos.

Frustrados e exaustos após semanas de incerteza, muitos dos migrantes ficaram desesperados desde que ficaram presos em campos miseráveis ​​na cidade de Tijuana, na fronteira mexicana.


Então, um número optou por evitar procedimentos legais e tentar uma entrada ilegal de Tijuana, quando o anoitecer caiu na segunda-feira em um ponto a cerca de 1.500 pés (450 metros) de distância do Oceano Pacífico.

Em menos de uma hora, repórteres da Reuters observaram cerca de duas dúzias de pessoas subindo a cerca de 3 metros de folhas grossas e pilares de metal. Eles escolheram um lugar em uma vala grande e coberta, onde a cerca é um pouco mais baixa.

Pouco antes do anoitecer, três pessoas magras espremeram-se através da cerca na praia e foram rapidamente apanhadas pela Patrulha de Fronteira dos EUA, disseram testemunhas.

Mas ao longo da fronteira, quando a escuridão descia, mais e mais migrantes os seguiram, muitos trazendo crianças.


Alguns usaram um cobertor como uma corda para ajudar os entes queridos a superar.

Uma mãe e seus filhos passaram pela primeira cerca e desapareceram na noite.

A visão deles subindo a cerca encorajou outros, mesmo quando um helicóptero patrulhava o lado americano.

Mais cedo, Karen Mayeni, uma hondurenha de 29 anos, mediu a cerca enquanto se apegava a seus três filhos, aos seis, aos 11 e aos 12 anos.

"Estamos apenas observando, esperando para ver o que acontece", disse Mayeni. "Nós vamos descobrir o que fazer em um par de dias."


Noventa minutos depois, ela e sua família passaram por cima da cerca.

Vários migrantes correram para tentar escapar da captura, mas a maioria deles caminhou lentamente para onde os oficiais da Patrulha de Fronteira dos EUA estavam esperando sob holofotes para se entregarem.


'STAND ON MY HEAD'

É provável que alguns dos migrantes sejam refugiados econômicos sem uma forte reivindicação de asilo, mas outros contam histórias de receber ameaças de morte com motivação política em uma região perturbada por décadas de instabilidade e violência.

O pedido de asilo em uma fronteira terrestre dos EUA pode levar meses, então se os migrantes entram ilegalmente e se apresentam às autoridades, seus casos podem ser ouvidos mais rapidamente.

Autoridades dos EUA restringiram os pedidos através do portão Chaparral em Tijuana para entre 40 e 100 por dia.

Alguns podem esperar derrotar as probabilidades e penetrar em uma das seções mais fortificadas da fronteira sul dos EUA.

Aqueles que atravessaram a cerca em Tijuana ainda tinham que subir uma colina e lutar com uma parede mais proibida para chegar à Califórnia, e os agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA tinham o território entre as duas barreiras fortemente cobertas.

"Escalar. Você consegue! Fique de pé na minha cabeça! ”, Disse um dos migrantes, incitando o companheiro.

Uma criança e sua mãe passaram por cima da cerca e subiram correndo a colina. Eles se viraram e acenaram para aqueles que ainda estavam no lado mexicano.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Embaixada dos EUA encerrada devido a ameaça terrorista na RDC

Embaixada dos EUA encerrada devido a ameaça terrorista na RDC


Foto: DR/Arquivo | NJOnline

A embaixada dos EUA em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDC) foi encerrada devido a uma "ameaça terrorista" considerada relevante.

Numa declaração pública, a representação diplomática norte-americana em Kinshasa informa que recebeu informações "credíveis e específicas" sonre uma "possível ameaça" contra as instalações dos EUA na capital congolesa.

Face a esta situação, os cidadãos norte-americanos na RDC foram aconselhados a manterem-se "focados" no perigo e a optarem por um "comportamento defensivo".

Não foram avançados dados sobre a natureza da ameaça mas esta surge num momento em que a RDC já está em campanha eleitoral para as eleições gerais de 23 de Dezembro.

Os EUA foram um dos países da linha da frente que exigiram com mais veemência a realização de eleições livres e credíveis quando o país ainda vivia na incerteza de haver ou não condições para a realização de eleições e quando o ainda Presidente Joseph Kabila mantinha em aberto, apesar de inconstitucional, a sua recandidatura ao cargo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Os limites da hipocrisia

Os limites da hipocrisia



Após denunciar Harvey Weinstein, a atriz Asia Argento é acusada de abusar de um garoto de 17 anos em uma trama repleta de julgamentos precipitados.

DENÚNCIA Em foto divulgada pelo TMZ, a atriz Asia Argento aparece em cenas íntimas ao lado de Jimmy Bennett; a imagem faz parte do acordo de US$ 380 mil


Uma das principais vozes do movimento #MeToo, que em 2017 escancarou a cultura de assédio em Hollywood, e uma das responsáveis por denunciar o produtor Harvey Weinstein, a atriz italiana Asia Argento agora está envolvida em uma polêmica que a coloca no papel de abusadora. De acordo com uma reportagem do jornal americano “The New York Times”, ela teria feito sexo com Jimmy Bennett quando o ator tinha 17 anos. Para evitar um escândalo, ela fez um acordo no valor de US$ 380 mil dólares com ele. A história se espalhou rapidamente. A cada dia surgem novos elementos de uma trama que deixa margem a dúvidas.

A reportagem do jornal afirma que o caso aconteceu em 2013, quando Asia tinha 37 anos. Segundo o texto, ela teria embebedado e atacado o garoto. Mais tarde, ele teria entrado com um pedido de indenização no valor de US$ 3,5 milhões. Acertaram um valor menor, em troca de fotos dos dois juntos tiradas na ocasião. O site TMZ publicou uma troca de mensagens em que fica claro que foi o então namorado de Asia, o chef e apresentador Anthony Bourdain (1956-2018), o responsável por pagar a indenização. O acordo não incluía o silêncio de Bennett. “Não vou comprar o silêncio dele por algo que não é verdadeiro, já que eu também estou quebrada”, escreveu ela a Bourdain. Na quarta-feira, dia 22, o TMZ publicou outra troca de mensagens, em que ela admite ter feito sexo com Bennett, mas afirma que não sabia que ele era menor de idade, e que a iniciativa partiu do jovem.


  • Troca de farpas


A história ainda está se desenrolando, mas os advogados de Harvey Weinstein não perderam tempo, acusando Asia de hipocrisia. “À luz do fato novo, todos deveriam pausar e refletir em vez de continuar com uma condenação baseada em desonestidade fundamental”, escreveram. O que eles parecem ter convenientemente esquecido é o fato de o produtor ter sido acusado por mais de 80 mulheres, e as denúncias continuam a aparecer.

O movimento #MeToo também sofreu ataques. “Pessoas vão usar essas histórias recentes para tentar desacreditar o movimento. ”escreveu Tarana Burke, fundadora do movimento, em seu Twitter. “Não deixem isso acontecer.” A atriz Rose McGowan, outra expoente do #MeToo, disse: “Ninguém sabe a verdade sobre a situação e novas informações devem aparecer. Sejam gentis”.

Como disse a criadora do #MeToo, “todos somos humanos e imperfeitos, e temos de responder por nosso comportamento individual”.


É cedo para tirar conclusões sobre a história, mas fica claro que há doses de hipocrisia de todos os envolvidos — de Asia, que precisa responder pelo fato de ter feito sexo com um menor de idade, de Bennett e, principalmente, de Weinstein, que aproveitou a oportunidade para novamente negar as acusações.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Trump é envolvido em fraude eleitoral e tem dois ex-assessores presos

Trump é envolvido em fraude eleitoral e tem dois ex-assessores presos

AFP / Don EmmertMichael Cohen, advogado de Donald Trump durante uma década, se declarou culpado de oito crimes e revelou que a pedido do atual presidente americano pagou pelo silêncio de duas ex-amantes do então candidato republicano em 2016.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi envolvido nesta terça-feira em uma conspiração para cometer fraude eleitoral, no dia em que dois de seus ex-assessores foram considerados culpados em processos judiciais, o que representa um golpe legal e político para o líder americano.
Em um drama que se desenrolou simultaneamente em duas cidades dos Estados Unidos, dois antigos assessores-chave de Trump foram considerados culpados por diferentes crimes vinculados à investigação federal envolvendo as eleições presidenciais de 2016.
Em Nova York, Michael Cohen, advogado de Trump durante uma década, se declarou culpado de oito acusações e revelou que a pedido do atual presidente americano pagou pelo silêncio de duas ex-amantes do então candidato republicano em 2016.
Cohen, 51 anos, assumiu cinco crimes de sonegação fiscal entre 2012 e 2016, um de fraude bancária e dois delitos de violação da lei de financiamento de campanhas eleitorais.
Ao assumir sua culpa, Cohen disse ao juiz William Pauley que pagou 130 mil e 150 mil dólares durante a campanha eleitoral de 2016 em troca do silêncio de duas mulheres que teriam se relacionado com o presidente, "a pedido do candidato e com a intenção de influenciar na eleição" presidencial.
Cohen não identificou as mulheres, mas os valores foram pagos à atriz pornô Stormy Daniels, que assegura ter mantido um caso com Trump em 2006 (130.000 dólares), e a ex-coelhinha da Playboy Karen McDougal, suposta amante do magnata em 2006 e 2007.
Cohen, que certa vez declarou ser tão leal a Trump que "receberia um tiro", parece ter mudado de opinião quando as autoridades começaram a cercá-lo, e em julho disse que sua "lealdade" estava com a mulher, os filhos e o país.
O juiz Pauley pronunciará a sentença de Cohen no dia 12 de dezembro, e o advogado poderá receber até cinco anos de prisão por cada um dos crimes de sonegação fiscal, 30 anos por fraude bancário e cinco anos por cada delito de violação da lei de financiamento de campanha.
A Casa Branca se negou a comentar as afirmações do Cohen.
Mais tarde, em comunicado à imprensa americana, o advogado do Trump, Rudolph Giuliani, declarou que "não há acusações de qualquer crime contra o presidente no que foi apresentado pelo governo contra o Sr. Cohen".
  • - Manafort declarado culpado -
AFP/Arquivos / Brendan SmialowskiO ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort.
Paralelamente, em Alexandria, na região de Washington, um juri declarou culpado o ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort.
O consultor político de 69 anos foi considerado culpado de oito das 18 acusações que pesavam contra ele, inclusive fraude fiscal, fraude bancária e omissão de declaração de contas bancárias no exterior.
Nas 10 acusações restantes, o júri não chegou a um consenso para um veredicto, o que levou o juiz a declarar uma anulação parcial.
O presidente Trump expressou seu pesar após tomar conhecimento do resultado do julgamento e descreveu Manafort como um "bom homem".
"Eu me sinto muito triste com isso", disse Trump a jornalistas, ao chegar ao estado de West Virginia para um comício, alegando que o veredicto do júri é parte de uma "caça às bruxas" depois das eleições de 2016.
"Trabalhou para muita gente", disse Trump, citando as campanhas do ex-presidente Ronald Reagan e do candidato à presidência Bob Dole.
O caso Manafort foi o primeiro processo resultante da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições de 2016.
O processo surgiu da investigação levada à frente por Mueller sobre a ingerência russa para favorecer Trump nas eleições de 2016, mas Manafort não foi acusado de nenhum crime relacionado com a sua breve participação na campanha eleitoral do presidente.
O julgamento era considerado importante para a investigação de Mueller, que Trump denunciou muitas vezes como uma "caça às bruxas" motivada por questões políticas, negando que tenha havido um conluio com Moscou para derrotar a candidata presidencial democrata Hillary Clinton.
  • - Cohen admite culpa -
AFP / MANDEL NGANO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com jornalistas ao chegar a Charleston, na Virgínia Ocidental.
A decisão de Cohen em admitir sua culpa deve se transformar em um problema real para Trump.
Apesar de a tradição legal dos Estados Unidos assinalar que um presidente não pode ser julgado no cargo, a admissão de Cohen certamente aumentará a pressão que já existe por um impeachment de Trump.
Durante seu depoimento no tribunal federal de Manhattan, Cohen confirmou que comprou o silêncio das duas mulheres com o conhecimento de Trump.
"Você sabia que tudo isto era errado e ilegal?" - perguntou o juiz Pauley. "Sim, excelência" - respondeu Cohen com a voz tremula.
Cohen "se colocou de pé e testemunhou sob juramento que Donald Trump lhe ordenou cometer um crime ao fazer pagamentos a duas mulheres para influenciar na eleição", disse após a audiência o advogado do réu, Lanny Davis.
"Se estes pagamentos foram um crime para Michael Cohen, então por que motivo não o são para Donald Trump?" - questionou Davis.
Cohen foi libertado sob uma fiança de meio milhão de dólares.
"São coisas muito graves, que refletem um modo de funcionamento baseado em mentiras e desonestidade, durante um longo período", declarou o promotor federal de Manhattan, Robert Khuzami, ao sair do tribunal.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Estados Unidos. Criança acaba curso universitário aos 11 anos

Estados Unidos. Criança acaba curso universitário aos 11 anos

Aos 11 anos, William Maillis terminou o curso na St. Petersburg College e tornou-se um dos mais jovens diplomados dos Estados Unidos. O seu sonho é trabalhar na NASA.



William Maillis ainda não tem idade para votar, conduzir, beber ou alistar-se no exército. Contudo, já terminou um curso na universidade. Aos 11 anos, William recebeu este sábado o diploma pela St. Petersburg College.
William Maillis cresceu rápido. Segundo os pais, aos sete meses já conseguia falar com frases completas, aos dois anos já conseguia resolver problemas de matemática simples e aos quatro anos já dominava álgebra.
Um ano mais tarde, a criança de cinco anos foi oficialmente declarada um “génio” pela psicóloga da Universidade Estatal do Ohio que estudou o seu caso, Joane Ruthsatz. Como ele, estima-se que existam um em cada milhão de pessoas.
Em 2016, aos nove anos, terminou o ensino secundário e inscreveu-se na universidade. Agora, dois anos mais tarde recebeu o “diploma de associado” (“associate degree”), um grau académico que existe nos Estados Unidos e que é um nível intermédio entre o ensino secundário e a licenciatura.
“Todos recebemos dons de Deus. Eu recebi o conhecimento, a ciência e a história”, afirma. William gosta muito de história, mas o seu grande interesse é o espaço. Quando crescer, tem a ambição de ser astrofísico e trabalhar na NASA. “Quero provar ao mundo, através da ciência, que Deus existe mesmo”, revela a criança. “Ciência e religião não são diferentes”, explica e acrescenta: “A ciência é uma ferramenta para explicar o mundo. A ciência não desaprova Deus”.
No outono, vai iniciar a licenciatura na University of South Florida. A ambição do pequeno “génio” é terminar o doutoramento antes de atingir os 18 anos.
Fonte: Observador