A China pediu hoje moderação, "sobretudo a Israel", na sequência da morte de pelo menos 59 palestinianos, por tropas israelitas, em confrontos e protestos contra a abertura da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.
"Exortamos os palestinianos e israelitas, sobretudo Israel, a exercerem contenção, para evitar uma escalada de tensões", afirmou Lu Kang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, em conferência de imprensa.Lu expressou ainda a "profunda preocupação" da China com os acontecimentos dos últimos dias.
O Conselho de Segurança da ONU, do qual a China é membro permanente, deverá reunir-se hoje para discutir os incidentes na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.
Segunda-feira foi o dia mais sangrento no conflito israelo-palestiniano desde 2014.
A liderança palestiniana classificou o sucedido de "massacre".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou o uso da força com o direito de Israel a defender as suas fronteiras contra as acções "terroristas" do movimento islâmico Hamas, que governa Gaza, e com o qual Israel travou três guerras desde 2008.
Os disparos do exército israelita mataram 109 palestinianos desde 30 de Março, quando milhares de moradores se começaram a reunir em Gaza ao longo da cerca de segurança entre Israel e o enclave palestiniano.
Este número pode aumentar hoje, à medida que uma nova mobilização ocorrer perto da fronteira, quando os palestinianos comemoram a "Nakba", a "catástrofe" que foi para estes a criação de Israel, em 1948, e que tem sido sinónimo de êxodo para centenas de milhares deles.
O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com a transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, constitui uma ruptura com décadas da diplomacia norte-americano e do consenso internacional.

0 comentários: